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Hospital espanhol realiza transplante facial de doadora que pediu eutanásia

Transplante pioneiro de face em Barcelona, com doadora que pediu eutanásia, permitindo planeamento com software 3D para restituir função e sensibilidade

La paciente que recibió el trasplante, en el Hospital Vall d'Hebron, a 2 de febrero de 2026, en Barcelona, Catalunya (España). Durante la rueda de prensa, los profesionales que participaron en la operación han explicado cómo se realizó el primer trasplante de cara del mundo procedente de una donante que recibió eutanasia. David Zorrakino / Europa Press 02/2/2026
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  • O Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, realizou o primeiro transplante mundial de cara a partir de uma doadora que pediu a eutanásia; o procedimento ocorreu no ano passado.
  • A preparação envolveu planeamento com tecnologias inéditas, incluindo modelos de software em três dimensões para melhorar a reconstrução e a adaptação dos ossos.
  • O caso foi um transplante parcial; o Vall d’Hebron já realizou o primeiro transplante total de cara em 2010, e existem registos de cinquenta e quatro transplantes de cara, com três realizados no próprio hospital.
  • A recebedora, apresentada apenas como Carme, tinha a cara desfigurada por infeção bacteriana, mas já pode comer, falar e tomar café; espera recuperar totalmente em cerca de um ano.
  • Cerca de cem profissionais do Vall d’Hebron estiveram envolvidos, desde cirurgias plásticas a psiquiatria.

Um hospital de Barcelona realizou, no ano passado, o primeiro transplante mundial de face a partir de uma doadora que pediu eutanasia. A equipa médica anunciou a operação durante uma conferência de imprensa em Barcelona, onde a paciente recebida foi apresentada apenas como Carme.

O procedimento aconteceu no Hospital Vall d’Hebron, onde já se realizou o primeiro transplante total de face em 2010. O novo caso corresponde a um transplante parcial, planeado com tecnologias inéditas e com o apoio de softwares de modelação 3D.

Segundo a equipa, a doadora, uma mulher que solicitou a eutanásia, autorizou ainda a doação dos órgãos e, pela primeira vez, da face. A decisão permitiu um planeamento detalhado e a utilização de instrumentos avançados para otimizar o encaixe ósseo e a função muscular.

O chefe da unidade de cirurgia plástica e queimados, Joao-Pere Barret, explicou que o objetivo não foi apenas melhorar a aparência, mas devolver funções e sensibilidade. Transplantes faciais envolvem estruturas diminutas e a conexão de músculos e tecidos com diâmetros inferiores a um milímetro.

Carme, que também participou na conferência, descreveu a recuperação: deixou de ter a face desfigurada pela infeção e retomou funções básicas, como comer, falar e sair de casa. A paciente já realiza fisioterapia e prevê estar plenamente recuperada dentro de cerca de um ano.

Respeitando a legislação espanhola, Carme e a doadora não tiveram contacto nem se conheceram. O médico Barret sublinhou a surpresa emocional associada à decisão de doar a face e destacou a satisfação de todo o processo.

Cerca de 100 profissionais do Vall d’Hebron estiveram envolvidos, desde cirurgiões plásticos a psiquiatras, no âmbito deste procedimento. A operação destaca-se pela utilização de planeamento tridimensional e pela colaboração entre várias especialidades.

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