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Albufeiras nacionais atingem capacidade máxima de armazenamento

Alqueva recebe 2.500 m3/s de afluentes nacionais, esgotando a capacidade de armazenamento e mantendo a gestão de cheias sob controlo

Um técnico da EDIA observa as descargas controladas na Barragem do Alqueva, em Portel, dia 30 de Janeiro
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  • As linhas de água nacionais debitaram para a albufeira de Alqueva cerca de 2.500 m³/s na madrugada de domingo para segunda-feira, com contributed de Espanha a situar-se pouco acima de 500 m³/s a partir do açude de Badajoz.
  • A EDIA afirma que a situação está sob controlo e que o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva tem infraestruturas dimensionadas para aguentar cenários bem mais graves.
  • A jusante de Alqueva está a descarregar 600 m³/s através de descarregadores de meio-fundo, somados a 800 m³/s de caudal turbinado, totalizando 1.400 m³/s, acrescidos de 100 hectómetros cúbicos do rio Ardila, em Pedrógão.
  • Foram emitidos avisos em Sanlúcar do Guadiana e Ayamonte para removerem embarcações, a fim de evitar danos com as descargas da Barragem de Pedrógão e de outras estruturas na fronteira.
  • O cenário é visto como positivo para a agricultura, com todas as albufeiras nacionais a chegar à capacidade de enchimento, embora muitas reservem ainda poucas possibilidades de encaixe para futuros caudais.

Desde a madrugada de domingo para segunda-feira, as linhas de água nacionais debitaram para a albufeira de Alqueva cerca de 2500 m3/s, o que excede o que seria expectável. Parte desse caudal tem origem de Espanha, a partir do açude de Badajoz, situando-se pouco abaixo dos 500 m3/s. O fenómeno demonstra a capacidade de encaixe do sistema, mesmo com fluxos elevados.

A EDIA garante que a situação não causa risco imediato. O presidente da empresa, José Pedro Salema, afirma que o EFMA tem infraestruturas dimensionadas para suportar cenários muito piores e que a situação está sob controlo. A depender de descargas, a albufeira mantém margem para receber novos caudais.

Entre as 09:00 de segunda-feira, Alqueva começou a libertar água através dos descarregadores de meio-fundo, num caudal inicial de 600 m3/s. Juntamente com o caudal turbinado de 800 m3/s, o total vertido a jusante alcança 1400 m3/s, acrescido de 100 hm3 provenientes do rio Ardila, em Pedrógão.

Por questões de segurança, foram emitidos avisos aos municípios espanhóis de Sanlúcar do Guadiana e Ayamonte para remover embarcações. Os barcos foram deslocados para Ayamonte, Vila Real de Santo António e zonas com corrente mais fraca no Guadiana, minimizando riscos de cheias a jusante.

A gestão de caudais permitiu reduzir impactos nas povoações ribeirinhas. Em Alcácer do Sal verificou-se um alagamento ligado a descargas, sinalizando a necessidade de ajustar recursos hídricos na bacia do Sado, segundo Salema.

À semelança de medidas para evitar novas descargas, parte dos caudais lançados desde Alqueva serve para reduzir débitos para as barragens do Pego do Altar e Vale de Gaio, evitando a abertura de comportas nessas estruturas. Esta estratégia visa atenuar cenários de cheia na região.

Harpa de otimismo surge no setor agrícola. O presidente da Fenareg descreve o cenário como histórico, com todas as albufeiras cheias para janeiro e fevereiro, tempo propício para eventuais inundações. Contudo, a maioria das albufeiras já está perto da capacidade máxima de encaixe para afluências previstas.

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