- António José Seguro afirmou que as medidas anunciadas pelo Governo para enfrentar a tempestade Kristin vão na direção certa e devem chegar rapidamente às pessoas e às empresas.
- Ressaltou que é essencial evitar burocracia e que a ajuda chegue o mais rápido possível a famílias, empresas e património.
- Comentou a questão europeia, dizendo ter ouvido que o Primeiro-Ministro está a negociar com a Comissão Europeia e defendendo soluções para acelerar reconstrução de habitações danificadas.
- Propôs à Comissão Europeia a prolongação dos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência e o acionamento do Fundo de Solidariedade Europeu para apoiar infraestruturas públicas.
- Adiantou que, se necessário, voltará ao terreno sem interferir nos trabalhos de proteção civil; a tempestade deixou mortos, feridos, desalojados e a calamidade foi estendida até 8 de fevereiro.
António José Seguro afirmou hoje que as medidas anunciadas pelo Governo para responder à tempestade Kristin vão na direção certa, defendendo que a prioridade é que cheguem rapidamente às pessoas e às empresas, sem entraves burocráticos. O comentário foi feito durante um comício em Gouveia, no distrito da Guarda.
O candidato presidencial, apoiado pelo PS, disse ainda que as famílias vivem um momento de aflição e que as medidas devem permitir a reconstrução do património e o regresso à normalidade. Questionado sobre a questão europeia, referiu que o Governo está a manter contactos com a Comissão Europeia.
Seguro reiterou que é necessária execução célere das medidas para que as pessoas recebam apoio sem atrasos. Defendeu ainda a libertação da capacidade de construção civil para acudir às habitações afetadas, lembrando que sem execução as ajudas não chegam.
Medidas anunciadas pelo Governo
O candidato afirmou que as propostas do primeiro-ministro parecem seguir na direção certa, sublinhando a urgência de chegar rapidamente às empresas e aos cidadãos em dificuldades. Disse ainda que a burocracia estatal não pode atrasar esse auxílio.
Foi citado o papel de reorganizar o apoio à reconstrução, com a possibilidade de acionar o Fundo de Solidariedade Europeu para responder a danos em infraestruturas públicas. Seguro indicou que há regras a cumprir, mas que existem possibilidades a explorar.
O ex-líder do PS afirmou estar em sintonia com o país e com o sofrimento das pessoas, garantindo disponibilidade para retornar às zonas afetadas se houver necessidade. Afirmou que a proteção civil deve concentrar esforços na proteção de pessoas e imóveis.
Situação em Portugal e próximos passos
A tempestade Kristin causou pelo menos cinco mortos em Portugal continental, com várias vítimas e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabilizou mais uma morte, e registaram-se óbitos adicionais por queda de telhado e intoxicação por monóxido de carbono.
O Governo manteve a situação de calamidade, prolongando-a até 8 de fevereiro após reunião do Conselho de Ministros. A Proteção Civil continua a monitorizar potenciais cheias e a coordenar atuações de emergência.
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