- O primeiro-ministro, Keir Starmer, disse que o Reino Unido tem de fazer mais com a União Europeia em defesa, incluindo explorar uma cooperação mais estreita para reforçar os arsenais.
- Londres e Bruxelas não chegaram a acordo sobre a participação britânica no programa SAFE, que tem 150 mil milhões de euros em empréstimos para a indústria de defesa da Europa.
- As negociações estagnaram devido à possível contribuição britânica de até 6,5 mil milhões de euros; Starmer rejeita regressar à união aduaneira, mas mostra-se aberto a um alinhamento mais próximo com o mercado único.
- Desde julho de 2024 no cargo, Starmer tem vindo a procurar aproximação à UE, com uma “nova parceria estratégica” acordada na primavera de 2025 para cooperação em defesa e segurança e menos restrições ao comércio de bens alimentares.
- Existem negociações em curso sobre um programa de mobilidade jovem, com acordo para participação do Reino Unido no Erasmus a partir de 2027.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido precisa de fazer mais com a União Europeia em matéria de defesa, incluindo a adesão à iniciativa conjunta dos 27 para reforçar arsenais.
Londres e Bruxelas não chegaram a acordo sobre a participação britânica no programa de apoio à indústria de defesa da Europa, o SAFE, que tem uma dotação de 150 mil milhões de euros em empréstimos.
As negociações intensificaram-se porque o Governo britânico discorda da contribuição financeira de até 6,5 mil milhões de euros, considerada excessiva para o Reino Unido.
Starmer indicou ainda que é necessário analisar mecanismos como o SAFE para identificar formas de cooperação mais estreitas entre o Reino Unido e a UE em despesa e capacidade.
Desde que assumiu o poder, em julho de 2024, o líder trabalhista tem procurado aproximar-se da UE e, em 2025, firmou uma nova parceria estratégica com Bruxelas, visando defesa, segurança e comércio.
Defesa comum e cooperação europeia
Maros Sefcovic, comissário europeu do Comércio, vai a Londres na segunda-feira para encontros com ministros britânicos, antes de uma cimeira bilateral marcada para este ano.
Starmer rejeita regressar à união aduaneira, mas pretende um maior alinhamento com o mercado único, deixando em aberto avanços em setores estratégicos do mercado.
Numa visita recente à China, o primeiro-ministro destacou a necessidade de ir além da aproximação atual em matéria de mercado único, sem detalhar pormenores.
Paralelamente, o Governo britânico continua negociações sobre um programa de mobilidade para jovens, com limite no número de vistos e na duração da estadia permitida.
Londres e Bruxelas já acordaram que o Reino Unido participará, a partir de 2027, no programa Erasmus de intercâmbio estudantil.
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