- Em janeiro foram registadas 13.499 mortes, o pior valor para o mês desde a Covid-19, com pico de quase vinte mil mortes na altura mais crítica; 5.785 dessas mortes foram por infeção.
- O excesso de mortalidade persiste desde 17 de novembro, segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA); o mês teve 1.226 mortes a mais do que janeiro de 2025.
- Houve 65 doentes com gripe A internados em unidades de cuidados intensivos no mês.
- Os maiores atingidos foram pessoas com mais de 85 anos, com 6.659 óbitos (49% do total).
- O INSA aponta tendência decrescente de casos de gripe e de infeções respiratórias graves, entre outras notas, e já desde outubro foram 117 internamentos de bebés com vírus respiratório sincicial; o balanço final fica para o final do inverno.
O mês de janeiro registou 13 499 óbitos, o valor mais elevado desde o pior período da Covid-19. O número supera o observado em anos anteriores para a época, com o pico da pandemia a chegar próximo de 20 mil mortes, das quais 5 785 foram relacionadas com a infeção.
O calor do frio e as infeções respiratórias prolongaram as urgências hospitalares, com 65 doentes com gripe A internados em Unidades de Cuidados Intensivos. Em termos homólogos, o mês de janeiro de 2025 viu menos 1 226 óbitos.
Mais de 85 anos concentram quase a metade das mortes deste inverno, totalizando 6 659 óbitos, o que representa 49% do total. A Direção-Geral da Saúde indica que a mortalidade de 2 de janeiro foi de 548 óbitos, o dia com maior registo do mês.
Excesso de mortalidade e sinais da gripe
O INSA aponta excesso de mortalidade desde 17 de novembro. No relatório da atividade gripal da última semana, verifica-se uma tendência decrescente dos casos de gripe. Contudo, continuam elevados os registos de infeções respiratórias agudas graves nos maiores de 65 anos.
Para os menos de dois anos, a tendência é estável na hospitalização por vírus sincicial respiratório. Desde outubro, ocorreram 117 internamentos de bebés. Este inverno é marcado por uma situação excecional de mortalidade.
Entre os dados de referência, o INSA revela que, ao longo dos últimos 35 anos, apenas três períodos tiveram mortalidade igual ou superior à registada neste inverno. O Ministério da Saúde promete um balanço ao final da estação.
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