- Um estudo publicado em Psychological Medicine, da Universidade de Cambridge, associa a menopausa à perda de massa cinzenta e a alterações cerebrais semelhantes às observadas na doença de Alzheimer.
- Foram analisados quase 125 mil easily mulheres, divididas em três grupos: pré-menopausa, pós-menopausa sem terapêutica hormonal (THS) e pós-menopausa com THS.
- Cerca de onze mil participantes fizeram ressonâncias magnéticas, permitindo aos investigadores avaliar a estrutura do cérebro; a menopausa mostrou correspondência com redução de massa cinzenta.
- Não houve diferenças significativas no desempenho de memória entre os grupos, mas as deslocadas no tempo de reação foram mais lentas entre as mulheres pós-menopausa sem THS. A THS pode atrasar ligeiramente esse atraso.
- A pesquisadora Katharina Zuhlsdorff sublinhou que o envelhecimento diminui tempos de reação em ambos os sexos, e que a menopausa pode acelerar esse processo, com a THS potencial a atenuar parte do efeito; especialistas destacam a importância de estilos de vida saudáveis para reduzir o risco de demência.
Uma investigação publicada na revista Psychological Medicine, da Universidade de Cambridge, associou a menopausa à perda de massa cinzenta e a alterações cerebrais semelhantes às observadas na doença de Alzheimer. O estudo procurou perceber o impacto da menopausa no cérebro e se a terapia de reposição hormonal (TRH) pode prevenir o declínio cognitivo.
Foram analisados quase 125.000 casos de mulheres, divididas em três grupos: pré-menopausa, pós-menopausa que nunca utilizaram terapêutica hormonal e pós-menopausa que empregaram TRH. Além de questionários sobre experiência da menopausa e saúde, foram realizados testes cognitivos e, para cerca de 11.000 participantes, exames de ressonância magnética.
Os dados mostraram que a menopausa está ligada à perda de massa cinzenta, importante para funções mentais, memória, emoções e movimento, e pode aumentar ansiedade, depressão e perturbações do sono. A média de início da menopausa situou-se em cerca de 49,5 anos; a média de início de TRH entre quem a recebeu foi de ~49 anos.
Em termos de desempenho, não houve diferenças significativas de memória entre os grupos. Contudo, mulheres na pós-menopausa sem TRH tiveram tempos de reação mais lentos do que as que ainda não entraram na menopausa ou que utilizavam TRH.
A melhoração da velocidade de processamento pode estar associada ao envelhecimento, segundo a equipa de Cambridge. A TRH parece atrasar ligeiramente o agravamento dos tempos de reação, sem alterar a memória de forma relevante.
Resultado destacado pela equipa é que a menopausa representa uma mudança significativa na vida das mulheres, independentemente de recorrerem ou não à TRH. Os investigadores destacam a importância de um estilo de vida saudável, com atividade física, alimentação equilibrada e sono adequado, para mitigar efeitos na saúde mental e reduzir potenciais riscos de demência.
Fontes apontam que, tal como a menopausa é uma fase comum, os cuidados de saúde devem acompanhar as alterações físicas e mentais, com atenção especial à saúde mental durante este período. A investigação reforça a necessidade de estratégias preventivas e de vigilância clínica.
Lusa
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