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Estudo aponta recuperação de peso após interrupção do tratamento antiobesidade

Interrupção de tratamentos antiobesidade acelera recuperação de peso; ganho ocorre quatro vezes mais rápido que com dieta e exercício

Foto Shutterstock
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  • Um estudo britânico que analisou 37 ensaios sobre interrupção de tratamentos para obesidade concluiu que o peso é recuperado quatro vezes mais rápido do que após apenas dieta e exercício.
  • Durante o uso de fármacos como semaglutida e tirzepatida, houve uma perda média de quase 15 kg; após parar, os participantes recuperaram cerca de 10 kg num ano.
  • Os autores projetam que os doentes regressem ao peso inicial em média em dezoito meses; os indicadores cardiovasculares voltaram aos níveis originais em cerca de 1,4 anos.
  • Quem seguiu apenas dieta e exercício perdeu menos peso e demorou, em média, quatro anos a recuperar o peso.
  • O estudo destaca que a obesidade é uma doença crónica e que os tratamentos podem precisar de continuidade ao longo da vida, com custos e efeitos secundários a influenciar a adesão.

Um estudo britânico de larga escala aponta que, quando os tratamentos para obesidade são interrompidos, o regresso do peso é quatro vezes mais rápido do que após interromper uma dieta com treino. O trabalho foi publicado recentemente na BMJ.

A investigação analisa 37 estudos sobre interrupção de tratamentos para perda de peso. Os participantes recuperaram, em média, 0,4 kg por mês após a suspensão das terapias. Os medicamentos estudados incluem GLP-1 e seus derivados.

A nova geração de fármacos para obesidade e diabetes ganhou popularidade nos países desenvolvidos, com ganhos de 15% a 20% do peso. A OMS integrou estes fármacos na lista de medicamentos essenciais em 2023.

Contexto

Quase metade dos utilizadores interrompe o tratamento no espaço de um ano, apontam os autores. Dieta e exercício isolados proporcionam menos peso perdido e uma recuperação mais lenta, em média de quatro anos.

Entre os ensaios, seis focaram-se na semaglutida e na tirzepatida. Durante o uso, os participantes perderam quase 15 kg; ao interromper, recuperaram 10 kg num ano. O peso inicial pode regressar em 18 meses.

Desfechos

Os indicadores cardiovasculares voltaram aos valores originais após cerca de 1,4 anos. Em contraste, quem não usou medicação viu recuperação de peso mais lenta. Especialistas destacam que a obesidade é uma doença crónica e recorrente.

Os investigadores sugerem que a continuidade do tratamento pode ser necessária a longo prazo, tal como ocorre com medicações para hipertensão. A acessibilidade e os efeitos adversos, como náuseas, influenciam a adesão.

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