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Empresa angolana abre casa de caridade às quintas-feiras para ajudar

Quintas-feiras, mais de 300 necessitados recebem 10 pães doados por uma empresa de segurança privada em Luanda, numa iniciativa que dura há quase uma década

Empresa angolana é casa de caridade às 5.ª-feiras para ajudar
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  • Toda quinta-feira, em Luanda, mais de 300 pessoas carenciadas recebem pães numa ação de caridade promovida pela empresa de segurança privada Riansil Segurança, na Vila Alice.
  • A distribuição tem início por volta das 13:00, junto à rua João de Deus, com os beneficiários, incluindo ex-militares, idosos, jovens e crianças, à entrada e em várias filas.
  • A merenda consiste em dez pães por pessoa, independentemente da idade; anteriormente eram distribuídos vinte pães, mas a empresa ajustou a quantidade devido ao aumento da procura.
  • A iniciativa, que começou há quase uma década, é destacada como forma de mitigar a fome enquanto os beneficiários criticam o que consideram abandono por parte das autoridades.
  • O diretor operativo da empresa, Conceição André Francisco, explicou que a ação resulta dos lucros da empresa e que, além de pão, há distribuições em outras provínias, incluindo arroz em alguns casos.

Uma empresa de segurança privada em Luanda transformou-se, às quintas-feiras, numa casa de caridade que distribui pão a centenas de pessoas carenciadas. Ex-militares, idosos, jovens e crianças convergem para o bairro Vila Alice, a partir das 13h, para receber uma merenda de 10 pães por pessoa, em frente à empresa na rua João de Deus. O gesto ocorre semanalmente, desde 2022, e pretende mitigar a fome enquanto se criticam, de forma geral, as autoridades pela despistada assistência social.

Mais de 300 pessoas são atendidas a cada quinta-feira, com assistência que não se limita a Luanda mas também se estende a outras províncias, como Huambo. Os beneficiários chegam por ordem de chegada, ocupando parte da via de sentido único e aguardando pela abertura das portas. A entrega é feita pela equipa da empresa, que troca as armas por sacos de pão nesse dia.

Quem está envolvido

Entre os beneficiados estão antigos combatentes das FAPLA, famílias com crianças ao colo e moradores de vários bairros da capital. A direção da empresa de segurança, representada por Conceição André Francisco, comenta que a iniciativa já dura quase uma década e que o número de pessoas assistidas tem aumentado ao longo dos anos.

Como funciona a distribuição

A empresa afirma ter adaptado a quantidade de pão em função da procura. Inicialmente distribuía 20 pães por pessoa, mas reduziu para 10 para conseguir atender a todos os que batem à porta. A atividade é financiada pelos lucros da própria empresa, que também utiliza parte do alimento para colaborar com outras regiões do país.

Reações e contexto

Os participantes destacam a importância da ajuda, associando-a a uma resposta prática às dificuldades alimentares. Diversos utentes apelam à continuidade e à expansão de iniciativas semelhantes, enquanto reclamam da falta de apoio institucional compatível com a necessidade: a situação é descrita como marcada por dificuldades constantes e carência alimentar.

Perspetivas da organização

A direção operacional da Riansil Segurança indica que a prática não é apenas uma resposta local, mas uma origem de apoio que já se estende a outras zonas do país. Conforme o responsável, o modelo de distribuição baseia-se no que a empresa consegue angariar, com a ideia de que a solidariedade também envolve a equipa, que participa na ação.

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