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Drones podem facilitar entrega de livros da Amazon em áreas serranas

DPD aposta na consolidação de entregas e no uso de drones para zonas isoladas, visando reduzir emissões e tráfego, apesar de custos e aceitação do consumidor

“Temos franceses e belgas a viver no meio de serras e ir lá entregar um livro da Amazon é doloroso e caro. Usar um drone pode funcionar bem”
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  • A logística em Portugal está a tornar-se central na mobilidade sustentável, com a consolidação de entregas em pontos únicos (2 mil pontos de recolha e lockers) a reduzir emissões e tráfego.
  • A frota está a evoluir: furgões já percorrem até 300 quilómetros com autonomia maior; a transição para veículos pesados é mais lenta, com foco em combustíveis alternativos e big trailers.
  • Cargo bikes e microhubs estão a ser testados, mas enfrentam custos, espaço urbano e escalabilidade; o recrutamento de bikers é um desafio que pode comprometer a sustentabilidade.
  • O futuro pode incluir cacifos andantes, robôs autónomos e drones para zonas rurais, com exemplos já em França e possibilidades de implementação em regiões isoladas de Portugal.
  • Uma entrega com drone a locais de difícil acesso é apontada como solução possível, mas o comportamento do consumidor continua a privilegiar opções mais baratas, mesmo quando são mais sustentáveis.

A logística em Portugal está a ganhar destaque na mobilidade sustentável. Rui Nobre, COO da DPD Portugal, explica como a entrega devolve eficiência às cidades e reduz emissões quando a última milha é repensada. O foco está na consolidação de entregas.

O cargo da DPD tem evoluído: furgões com autonomia de 300 km já substituem várias rotas, permitindo percursos mais eficientes. A eletrificação avança mais rápido nos veículos leves do que nos pesados, onde há aposta em combustíveis alternativos.

A consolidação surge como palavra-chave: com 2000 pontos de recolha e lockers, a empresa reduz deslocações e emissões ao substituir várias entregas porta a porta por uma só deslocação. O objetivo é desincentivar o tráfego urbano.

Consolidação, rotas e novas soluções

Soluções como cargo bikes e microhubs continuam em fase de teste, mas enfrentam custos, espaço urbano e escalabilidade. O recrutamento de bikers revela rotatividade que complica a sustentabilidade operacional.

A inovação não fica apenas nos veículos: há potencial em cacifos que se movem, robôs autónomos para entregas até à porta e drones para zonas rurais. França já tem rotas aéreas ativas; Portugal poderá seguir em áreas isoladas.

Desafios do comportamento do consumidor

Mesmo com vantagem ambiental, houve resistência do consumidor em pagar mais por entregas verdes. O caso exemplifica que muitos escolhem o serviço mais barato, mesmo que seja menos sustentável.

Perante isto, a DPD tenta equilibrar sustentabilidade, eficiência e custos. Espera-se uma operação mais eletrificada, automatizada e integrada nas cidades, mantendo o foco numa logística mais limpa.

Olhar para o futuro da entrega

Rui Nobre afirma que o cenário futuro passa por mais eletrificação, automação e integração com a malha urbana. As mudanças prometem uma logística mais inteligente e próxima das necessidades das cidades.

O podcast Mobi Boom analisa estas tendências, com episódios semanais sobre mobilidade, inovação e qualidade de vida. O programa é parte da programação Expresso, com apoio de parceiros.

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