- Cientistas desenvolveram revestimentos anti-incrustantes de base natural a partir de péptidos produzidos por cianobactérias, com possibilidade de substituir biocidas tóxicas usadas na indústria marítima.
- O projeto, que envolve o CIIMAR e as Universidades de Lisboa e do Porto, encontra-se numa fase pré-industrial de produção.
- A investigação demonstra que estes péptidos interferem nos estágios iniciais de colonização biológica, sem afetar organismos não-alvo e sem prejudicar a biodiversidade marinha.
- O objetivo é demonstrar eficácia a longo prazo em ambientes marinhos reais, otimizar a produção e tornar a aplicação industrial competitiva.
- A transição para soluções anti-incrustantes não tóxicas responde a pressões regulatórias da União Europeia e pode trazer ganhos económicos para o transporte marítimo, aquacultura e infraestruturas costeiras.
Cientistas do CIIMAR, em parceria com as universidades de Lisboa e do Porto, apresentaram revestimentos anti-incrustantes de base natural com potencial para substituir biocidas tóxicos na indústria marítima. O estudo situa-se numa fase pré-industrial de produção, divulgado a meio de janeiro.
A investigação foca-se em péptidos naturais produzidos por cianobactérias, que evitam a incrustação sem afetar organismos não-alvo nem a biodiversidade marinha. A bioincrustação ocorre em superfícies submersas como cascos de navios, infraestruturas portuárias e equipamentos de aquacultura.
A análise indica que a solução natural pode reduzir custos operacionais e emissões, ao evitar o uso contínuo de biocidas tóxicos. Atualmente, as tintas controlem a incrustação libertando compostos metálicos, com impactos ambientais relevantes.
Desenvolvimento e perspetivas
O estudo designa o uso de péptidos como equivalente ou superior a biocidas comerciais em certos parâmetros, abrindo caminho a revestimentos ambientalmente responsáveis. A equipa pretende demonstrar eficácia a longo prazo em diversos ambientes marinhos.
Os próximos passos concentram-se em otimizar a produção e a incorporação dos compostos em escala industrial competitiva. Protótipos já foram testados em condições reais no mar, avança o CIIMAR.
Impactos esperados e alcance
Os investigadores destacam ganhos económicos para o transporte marítimo, aquacultura e infraestruturas costeiras. Além disso, setores como pesca, turismo e atividades portuárias podem beneficiar da redução de poluição e da biodiversidade preservada.
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