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Risco de derrocada leva ao corte total da A24 em Lamego

Risco de derrocada leva ao encerramento total da A24 entre Valdigem e Lamego; nova vistoria técnica prevista para domingo para reavaliação das condições de segurança

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  • A Câmara de Lamego encerrou a A24 em ambos os sentidos entre Valdigem e Lamego, devido ao risco iminente de derrocada de grandes dimensões.
  • Hoje a via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul por precaução; a decisão de encerramento total veio após uma vistoria aos taludes.
  • Mantê-la aberta seria considerado irresponsável, dada a possibilidade de projeção de terra e pedra e a eventual rutura da plataforma da A24.
  • No domingo de manhã haverá nova vistória técnica por especialistas de geotecnia para reavaliação; a concessionária Norscut está a preparar intervenção urgente.
  • A situação insere-se no contexto da passagem da depressão Kristin, com várias regiões afetadas e calamidade declarada em cerca de sessenta municípios.

A A24, numa decisão tomada pela Câmara de Lamego, encerrou hoje o troço entre Valdigem e Lamego, no distrito de Viseu, nos dois sentidos. O corte ocorreu após uma avaliação de risco que indicou a iminência de uma derrocada de grandes dimensões, com projeção de terra e pedra para as vias.

A decisão foi anunciada por volta das 20:00, em comunicado divulgado na rede social Facebook. O encerramento total seguiu a interrupção já ocorrida, durante o dia, no trajeto Norte-Sul por precaução face ao risco de deslizamentos.

Segundo a autarquia, manter a via aberta seria irresponsável e colocaria utilizadores em risco. A próxima vistoria técnica, com especialistas de geotecnia, está agendada para domingo de manhã, para reavaliação das condições de segurança.

A concessionária Norscut já se encontra a mobilizar meios para uma intervenção urgente na A24. Assim que existirem condições, a circulação será restabelecida e serão sinalizados trajetos alternativos, ajustados conforme a evolução da situação.

A Câmara de Lamego reforçou que a situação é grave e está a ser monitorizada de forma permanente, priorizando a segurança das pessoas. A região ficou ainda mais afetada pela passagem da depressão Kristin, que provocou destruição generalizada em Portugal continental.

Contexto e balanço do temporal

A depressão Kristin deixou mortos, feridos e desalojados em várias zonas do país. Leiria, Coimbra e Santarém registaram os maiores estragos, com quedas de árvores, estragos em infraestruturas e interrupção de serviços.

O Governo declarou situação de calamidade para cerca de 60 municípios entre 00:00 de quarta-feira e 23:59 de 01 de fevereiro, com possibilidade de aumento conforme a evolução meteorológica.

A Câmara de Marinha Grande contabilizou uma vítima mortal adicional, enquanto a Batalha reportou outro óbito ao cair de um telhado. As autoridades mantêm alerta para novas ocorrências e condicionamentos de vias e transportes.

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