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Quatro arguidos vão a julgamento por empréstimos com juros até 350%

Quatro arguidos vão a julgamento por empréstimos com juros até 350%, com líder alegadamente a apropriar-se de 541 mil euros e explorar o estado de necessidade

Instrução do processo decorreu em Matosinhos
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  • Quatro arguidos vão a julgamento por empréstimos com juros que chegavam a 350 por cento: um ex-gerente da Caixa Geral de Depósitos na Trofa, um engenheiro reformado, a companheira e o filho desta.
  • A decisão é do juiz de instrução criminal de Matosinhos; a acusação contra uma advogada de Santo Tirso não foi confirmada.
  • O grupo foi desmantelado pela Diretoria do Norte da Polícia Judiciária; o alegado líder terá apropriado 541 mil euros, com a Polícia Judiciária a apreender 83 mil.
  • Segundo o Ministério Público, o esquema explorava o estado de necessidade de pessoas que respondiam a anúncios de empréstimos publicados em jornais regionais.
  • Exceto a advogada, os arguidos seguem para julgamento no Palácio da Justiça de Vila do Conde, por estarem fortemente indiciados de cerca de quatrocentos crimes; o ex-gerente da Caixa é suspeito de fornecer informações bancárias confidenciais e já foi despedido por justa causa.

Um grupo de quatro arguidos vai ser julgado por um esquema de empréstimos com juros que chegavam a 350%. A ideia foi apurada pela Diretoria do Norte da Polícia Judiciária e envolve várias pessoas.

A decisão cabe ao juiz de instrução criminal de Matosinhos, que confirmou parte das acusações do Ministério Público. O MP diz que o grupo usava o estado de necessidade de quem respondia a anúncios de empréstimos em jornais regionais.

O julgamento está marcado para o Palácio da Justiça de Vila do Conde. Os arguidos, excluindo uma advogada de Santo Tirso, estão fortemente indiciados de cerca de 400 crimes.

Quem está envolvido

  • Um ex-gerente da agência da Caixa Geral de Depósitos na Trofa.
  • Um engenheiro reformado.
  • A companheira e um filho do engenheiro.

Dados do caso e desdobramentos

O líder do grupo terá apropriado-se indevidamente de 541 mil euros, com a polícia a apreender 83 mil euros. O ex-funcionário bancário, que esteve sob escuta, foi desligado por justa causa sem indemnização.

A acusação sustenta que informações bancárias confidenciais sobre as contas eram partilhadas com o grupo para facilitar os empréstimos. A advogada de Santo Tirso mantém-se fora do julgamento, com a decisão a não confirmar todas as acusações contra ela.

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