- O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, e a ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, realizaram em Nuuk uma sessão de esclarecimento para cidadãos sobre a presença militar na região.
- A sessão enquadra-se na operação Arctic Endurance, liderada pela Dinamarca e integrada na NATO, que visa aumentar a presença militar na Gronelândia e nas ilhas Faroe.
- Os responsáveis destacaram a importância da cooperação entre Dinamarca, Gronelândia e parceiros europeus e da NATO, sublinhando a necessidade de confiança mútua.
- A ministra Motzfeldt afirmou que o serviço militar obrigatório não está em cima da mesa, mas jovens gronelandeses podem ingressar nas Forças Armadas da Dinamarca; o foco é aplicar os dois Acordos do Ártico, com investimento de € 3,67 mil milhões entre 2024 e 2033, com participação do governo da Gronelândia.
- Foi anunciada a criação dos “rangers” ou guardiães da Gronelândia, para atuarem como olhos e ouvidos no mar, com vaga para jovens após a Arctic Basic Education; Washington tem manifestado interesse pela Gronelândia, e as negociações continuam abertas, sem resultados concretos.
O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, e a ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, reuniram-se em Nuuk para esclarecer a população sobre a evolução militar na região. A sessão ocorreu neste sábado e reuniu cerca de cem cidadãos, fora da imprensa.
A presença militar em Nuuk tem aumentado no âmbito da operação Arctic Endurance, que envolve soldados dinamarqueses e europeus. A operação, de orientação NATO, é liderada pela Dinamarca e visa reforçar a presença na Gronelândia e nas ilhas Faroé.
Contexto da operação
Poulsen e Motzfeldt destacaram a cooperação entre Dinamarca, Gronelândia e parceiros europeus. A sequência de eventos militares é apresentada como necessária para aumentar a resiliência regional e facilitar o diálogo com a população local.
Segurança e serviço militar
Durante o encontro, a possibilidade de serviço militar obrigatório foi rejeitada pela ministra Motzfeldt, que ressaltou a abertura a que os jovens possam alistar-se nas Forças Armadas dinamarquesas. O tema foi apresentado como uma opção voluntária e não obrigatória.
Acordos e investimentos
Ambos reiteraram o foco na implementação dos Acordos do Ártico, abrangendo o período 2024-2033 e um investimento estimado em 3,67 mil milhões de euros para a defesa da região. As ações devem respeitar e envolver o governo da Gronelândia.
Estrutura de defesa e oportunidades
Poulsen anunciou a criação de uma força de tipo ranger ou guardiães da Gronelândia, que atuará como olhos e ouvidos no mar. O nome ainda não está definido, mas a iniciativa será ligada a jovens que concluam a Arctic Basic Education, programa de formação conjunta.
Agenda e próximos passos
O encontro também coincidiu com a visita à hidroelétrica de Buksefjord para observação de um exercício militar dinamarquês. A cooperação regional permanece o foco, com avaliação de impactos económicos locais e financiamento externo.
Perspetivas diplomáticas
Fontes oficiais salientam que o diálogo com a Gronelândia permanece aberto, mantendo canais diplomáticos ativos. A administração norte-americana tem expressado interesse estratégico na região, sem resultados concretos até o momento.
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