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Deslizamento em mina congolesa deixa 226 mortos

Chuvas dificultam o resgate de feridos; deslizamento numa mina de coltan no Norte-Kivu já deixou pelo menos 226 mortes, sob controlo do M23

As chuvas fortes provocaram o deslizamento de terras fatal na mina de coltan perto de Rubaya
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  • Pelo menos 226 pessoas morreram na derrocada de terras que soterraram uma mina de coltan no território de Masisi, no Norte-Kivu, RDC, na passada quinta-feira.
  • A jazida integra o conjunto de Rubaya, um dos epicentros do conflito entre o Exército congolês e o Movimento 23 de Março (M23) apoiado pelo Ruanda, que hoje controla a mina.
  • O porta-voz do M23, Kambere Muyisa Lumumba, confirmou o balanço provisório e disse que há um número indeterminado de feridos, muitos em estado grave, em tratamento com dificuldades de translado devido às chuvas fortes.
  • A mina está encerrada por ordem do governador da província, Bahati Musanga Erasto, enquanto os feridos são assistidos em centros de saúde locais e em Goma, sob controlo do M23.
  • A Rubaya alberga uma das concessões de coltan mais ricas do mundo, com produção estimada em quase 120 toneladas mensais, destinada principalmente à exportação para o Ruanda.

Pelo menos 226 pessoas morreram no leste da República Democrática do Congo, na sequência de um enorme deslizamento de terras que soterraram uma mina de coltan em Masisi, Norte-Kivu, na passada quinta-feira. O fenómeno foi causado pelas intensas chuvas que desafiaram as operações de resgate.

A mina, integrada numa área de jazidas de minerais raros em Rubaya, está atualmente sob controlo de insurgentes do Movimento 23 de Março (M23). A confirmação do balanço provisório foi feita por Kambere Muyisa Lumumba, porta-voz do M23, citado pelo jornal Actualité.

Entre as vítimas estão mineiros, comerciantes e famílias; há ainda feridos, em estado grave, cuja retirada tem sido dificultada pelas condições climáticas. Os feridos recebem tratamento em centros de saúde locais e em Goma, sob controlo do M23, com acesso limitado à zona.

A região de Rubaya alberga uma das concessões de coltan mais ricas do mundo, com produção estimada pela ONU em quase 120 toneladas mensais, destinada principalmente à exportação para Ruanda. A presença de grupos armados complica o acesso de jornalistas e organizações humanitárias.

O coltan é crucial para a produção de tântalo, usado em condensadores de equipamentos electrónicos e em ligas de cobalto e níquel para motores, incluindo aeronáuticos. A situação em Rubaya continua volátil, com receios de novas mortes nas próximas horas.

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