- O Presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, anunciou em Afungi, Palma, a retoma total do Projecto Mozambique LNG, da Área 1 da Bacia do Rovuma.
- A cerimónia marcou o reinício com a TotalEnergies, visto como dia de festa para Moçambique, África e o mundo, após a suspensão em maio de ২০২1 devido à degradação da segurança.
- O Presidente destacou que a retoma ocorre num contexto de melhoria da segurança, reforço da confiança dos investidores e impactos estruturantes para a economia, incluindo apoio de 200 milhões de meticais da TotalEnergies.
- O projecto envolve um investimento de cerca de 15,4 mil milhões de dólares e pode gerar receitas de cerca de 35 mil milhões de dólares, com capacidade anual de 13,12 milhões de toneladas de GNL durante cerca de 25 anos.
- Prevê-se a criação de cerca de 17 mil empregos durante a construção, com prioridade para mão de obra moçambicana, além do reassentamento em Afungi como modelo para o país.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou a retoma total do Projecto Mozambique LNG, na Área 1 da Bacia do Rovuma, em Afungi, Palma, Cabo Delgado. O anúncio ocorreu durante a cerimónia oficial, com apoio da TotalEnergies.
O chefe de Estado descreveu o momento como “dia de festa” para Moçambique, África e o mundo, devido ao restabelecimento da segurança, da confiança dos investidores e de impactos esperados na economia nacional.
A retoma sucede à suspensão das obras em maio de 2021, causada pela declaração de Força Maior por questões de segurança na região. O reinício visa pôr em vigor o projeto de gás natural liquefeito.
Contexto institucional
Chapo ressaltou o papel do governo, em coordenação com as concessionárias, na resolução de desafios de segurança. O acordo SOFA com Ruanda e o reforço das Forças de Defesa contribuíram para a estabilidade em Cabo Delgado.
O Campo Golfinho-Atum integra o contrato aprovado em 2006. Operado pela TotalEnergies desde 2020, tem participação da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (15%). A produção anual prevista é de 13,12 milhões de t de GNL.
Investimento e impactos esperados
O projeto envolve um investimento global de cerca de 15,4 mil milhões de dólares e pode gerar receitas ao Estado de aproximadamente 35 mil milhões de dólares. A duração prevista é de cerca de 25 anos.
Chapo destacou efeitos sociais, incluindo o reassentamento em Afungi, que deve servir de modelo a outros casos no país. Prevê-se a criação de ~17 mil empregos durante a construção, com prioridade para mão de obra moçambicana.
ApoiO da TotalEnergies
Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies, informou apoio adicional de 200 milhões de meticais para assistência às populações afetadas pelas cheias. O executivo referiu o projeto como o maior investimento da empresa em África.
Perspetivas para Cabo Delgado
O Presidente reiterou o compromisso do Governo com segurança, boa governação e benefícios às comunidades locais. O objetivo é transformar recursos naturais em desenvolvimento sustentável para Moçambique.
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