- A iniciativa Cidade do Vinho 2025, promovida pela AMPV e com cinco concelhos envolvidos, teve eventos esgotados e reforçou o foco na qualidade, hospitalidade e enoturismo na Serra de Ossa.
- O presidente da Câmara de Redondo, David Galego, disse que o projeto teve impacto na projeção do concelho e na valorização do vinho, da gastronomia e do enoturismo local.
- A aposta levou a experiências ligadas à autenticidade do território, destacando a hospitalidade, a comida e o vinho como marcas do Redondo.
- A colaboração entre os municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa, com apoio de entidades como Turismo do Alentejo e CVRA, foi apresentada como vantagem estratégica.
- A procura pelo enoturismo tem aumentado, com reservas esgotadas em eventos como Tascas, Castas e Cantigas, e a realização de duas edições devido à procura, sem objetivo de turismo de massa.
O projeto Cidade do Vinho 2025, promovido por cinco municípios da Serra de Ossa, encerrou com todos os eventos esgotados, destacando-se pela aposta na qualidade. A iniciativa reuniu Redondo, Alandroal, Borba, Estremoz e Vila Viçosa, com foco no enoturismo, na gastronomia e na hospitalidade regional.
O presidente da Câmara de Redondo, David Galego, afirmou que o balanceamento entre vinho, gastronomia e turismo autenticou o território. O objetivo foi promover experiências locais de alta qualidade, reforçando a imagem do concelho.
As ações ocorreram ao longo de 2025, com uma gala de encerramento em Estremoz. A organização envolve a Associação dos Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), o Turismo do Alentejo e a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).
Desdobramentos e dinamismo regional
A procura por eventos do programa tem atingido níveis elevados, com várias iniciativas a esgotarem rapidamente as reservas. Em particular, o ciclo Tascas, Castas e Cantigas registou esgotos em duas edições pela procura crescente.
Segundo o autarca, a estratégia não visa turismo de massas, mas atrair visitantes diários para o enoturismo, valorizando a autenticidade de cada território. A promoção foi corroborada por relatos de visitantes obtidos na promoção prévia.
Desafios e legado do projeto
O presidente apontou dificuldades económicas do setor vitivinícola, nomeadamente exportações e preços para grandes produtores, sugerindo a necessidade de maior abertura a mercados externos. Ainda assim, afirmou que a qualidade dos vinhos das adegas locais tem apresentado melhoria em relação ao ano anterior.
Para Galego, o legado da Cidade do Vinho reside na valorização da escala local, na ligação entre vinho, adegas, tasquinhas e a gastronomia típica. O foco é manter a participação diária de visitantes no enoturismo, consolidando o Alentejo como destino reconhecido para além da região.
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