- O texto defende que a democracia local se aproxima das pessoas através de movimentos de cidadãos nas autarquias, como o Setúbal de Volta.
- O movimento Setúbal de Volta reúne pessoas de diferentes partidos, independentes e que nunca participaram ativamente na política, unidos pelo compromisso com o concelho de Setúbal.
- A diversidade de ideias favorece o diálogo, a negociação e decisões mais próximas da realidade, fortalecendo a democracia local.
- Os movimentos de cidadãos não substituem os partidos, complementam-nos e ampliam a participação cívica sem excluir quem discorda.
- A autora, com mais de três décadas na comunicação social, defende ouvir, compreender e entregar o melhor aos outros, promovendo menos trincheiras e mais pontes no poder local.
Nas autarquias, a democracia aproxima-se das pessoas, incluindo-se no quotidiano das ruas, bairros, escolas e associações. Este é o contexto em que surgem os movimentos de cidadãos, segundo a deputada municipal Helena Almeida, cuja perspetiva serve de base para a análise.
Setúbal de Volta é um movimento que agrega cidadãos de origem diversa, incluindo independentes e pessoas que nunca participaram ativamente na política. A sua principal convicção é servir o concelho, acima de filiações partidárias, com um conhecimento aprofundado do território e vontade de melhorar os serviços públicos.
Para Helena Almeida, a diversidade interna do movimento não fragiliza o projeto, antes o torna mais robusto. O diálogo e a negociação de ideias passam a dominar, com Setúbal no centro das decisões, em vez de obedecer a linhas partidárias externas.
Os movimentos de cidadãos são vistos como portas de participação cívica num tempo de desinteresse pela política. Transitam entre discordâncias e cooperação, sem exclusões, contribuindo para uma democracia local mais plural e transparente.
Segundo a deputada, a participação cívica fortalece as autarquias ao ampliar vozes e esclarecer realidades sociais. O objetivo é ampliar a representação, sem abandonar a independência de pensamento, garantindo que as decisões reflitam as necessidades da comunidade.
Para terminar, Helena Almeida defende que o futuro do poder local depende de menos trincheiras e mais pontes, menos rótulos e mais ideias, menos obrigações partidárias e mais compromisso com as pessoas. Setúbal, conclui, constrói-se melhor com a participação de todos.
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