- O investigador António Lopes, da Universidade de Lisboa, afirma que Portugal vai ter mais tempestades semelhantes à Kristin e que a sociedade deve estar preparada, tal como municípios e empresas de energia e comunicações.
- Defende-se a necessidade de mais simulacros para fenómenos climáticos extremos e de planos de emergência que identifiquem onde estão as pessoas mais vulneráveis para um socorro atempado.
- Embora existam sistemas de alerta, estes devem ser melhorados e a comunicação à população precisa de maior eficácia para reduzir atrasos na resposta.
- Lopes alerta para uma realidade de risco permanente, com as tempestades a aumentar em frequência e intensidade, especialmente em zonas urbanas onde causam fatalities e cortes de energia.
- Reforça a importância de identificar, antes da ocorrência, a localização de pessoas vulneráveis e os meios apropriados para chegar junto delas, levando em conta obstruções como estradas e caminhos.
António Lopes, professor da Universidade de Lisboa, alertou que Portugal pode enfrentar cada vez mais tempestades semelhantes a Kristin. O académico sublinhou a necessidade de preparação atempada por parte da sociedade, municípios e empresas que asseguram energia e comunicações.
Em declarações à Lusa, o investigador defendeu aumentos no número de simulacros de fenómenos climáticos extremos e a implementação de planos de emergência que identifiquem as pessoas mais vulneráveis para facilitar o socorro. Os modelos mostram aumento de frequência e intensidade de tempestades.
O especialista recordou que muitas situações ocorrem em zonas urbanas, com consequências diretas em vidas humanas. Segundo ele, os planos devem prever caminhos de acesso às zonas afectadas, considerando dificuldades como obstruções rodoviárias.
Além disso, Lopes referiu a necessidade de identificar, de forma precisa, onde atuar primeiro para minimizar atrasos na resposta. O Censos pode fornecer base demográfica para suportar esse planeamento.
O geógrafo ressaltou que, apesar de existirem sistemas de alerta, ainda há espaço para melhorias na comunicação com a população e na perceção de risco. Ele aponta uma tendência de fenómenos climáticos extremos associados ao aquecimento dos oceanos.
Por fim, o investigador reforçou que as próximas temporadas devem ser acompanhadas de campanhas de consciencialização constantes. O objetivo é que as pessoas saibam como reagir e onde procurar abrigo durante tempestades intensas.
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