- Moçambique registou 135 novos casos de cólera e 12 mortos em 24 horas, totalizando 48 óbitos desde o início do surto em setembro.
- Entre 3 de setembro e 28 de janeiro foram contabilizados 3.449 casos, com 1.576 em Nampula (19 mortos), 1.334 em Tete (27 mortos) e 484 em Cabo Delgado (2 mortos).
- O epicentro do surto é agora a província de Tete, com letalidade de 2%, registando 87 novos doentes em 24 horas; surtos nos distritos de Marara, Tsangano, Moatize, Changara, Cahora Bassa e Tete, e em Morrumbala, na Zambézia.
- No surto anterior, até 27 de janeiro tinham sido registados 3.091 casos e 36 óbitos em todo o país.
- O Governo pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, com 3,5 milhões de doses de vacinas; cerca de 70% dos óbitos ocorridos até agora ocorreram na comunidade.
Moçambique contabiliza 135 novos casos de cólera e 12 mortes em 24 horas, elevando o total desde setembro para 48 óbitos. O boletim diário da Direção Nacional de Saúde Pública abrange dados de 3 de setembro a 28 de janeiro, com 3.449 casos reportados no período.
Entre os casos, a região de Nampula soma 1.576 infecções com 19 mortes; Tete regista 1.334 casos e 27 óbitos; Cabo Delgado soma 484 casos e dois óbitos. O balanço anterior, até 27 de janeiro, apontava 3.091 casos e 36 óbitos.
Para além do número de infecções, 87 pessoas permaneciam em ambulatório e 48 estavam internadas a 28 de janeiro. O epicentro atual situa-se em Tete, onde a taxa de letalidade superou 2% nos últimos dias.
Epicentro e dispersão geográfica
A cólera mantém-se ativa em vários distritos de Tete: Marara, Tsangano, Moatize, Changara, Cahora Bassa e Tete, além de Morrumbala, na Zambézia. O surto continua a exigir vigilância adicional e intervenções rápidas a nível comunitário.
Resposta governamental e metas
O ministro da Saúde, Ussene Isse, apelou ao respeito pelas medidas de higiene como forma de mitigação. O Governo recebeu cerca de 3,5 milhões de doses de vacina para prevenção e tratamento. O objetivo nacional é eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, com acesso a água segura, saneamento e cuidados de qualidade.
Entre na conversa da comunidade