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Morreu João Canijo, um dos maiores cineastas portugueses

Morreu o cineasta português João Canijo, aos 68 anos, possivelmente vítima de ataque cardíaco; deixa um legado decisivo para o cinema português

João Canijo recebe o Grande Prémio do Júri Ursa de Prata após a cerimónia de entrega dos prémios do Festival Internacional de Cinema, Berlinale, em Berlim, Alemanha, 2023
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  • Morreu o cineasta português João Canijo na quinta-feira, 29 de janeiro, aos 68 anos, em Vila Viçosa, possivelmente vítima de ataque cardíaco fulminante.
  • Nascido no Porto, em 10 de dezembro de 1957, Canijo estudou História na Universidade do Porto, mas seguiu o cinema, trabalhando como assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Werner Schroeter; lançou a primeira longa-metragem em 1988, Três Menos Eu.
  • Destacou‑se pela intensidade das suas personagens e pela abordagem próxima às vivências, com foco especial nas figuras femininas; entre os seus títulos contam-se Noite escura (2004), Sangue do Meu Sangue (2011), Portugal, um dia de cada vez (2015), Fátima (2017), Viver Mal (2023) e Mal Viver (2023).
  • O último filme, Mal Viver, recebeu reconhecimento internacional, incluindo o Urso de Prata no Festival de Berlim de 2023, e Canijo já tinha elogiado o projeto como o seu melhor filme.
  • A ministra da cultura, Margarida Balseiro Lopes, qualificou a perda como irreparável para a cultura portuguesa; Canijo mantinha em pós-produção o filme Encenação, rodado no ano passado, com Miguel Guilherme no papel principal.

João Canijo morreu na quinta-feira, 29 de janeiro, aos 68 anos, em Vila Viçosa, no Alentejo. A causa da morte não foi divulgada, mas diversas fontes apontam para um possível ataque cardíaco fulminante.

O cineasta nasceu no Porto, a 10 de dezembro de 1957. Estudou História na FLUP, mas seguiu o cinema de forma exclusiva. Foi assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Werner Schroeter, e realizou a sua primeira longas-metragem em 1988, Três Menos Eu.

Ao longo da carreira, destacou-se pela intensidade das personagens e pela visão humana das suas histórias, com foco especial nas figuras femininas. Recusava narrativas excessivamente explicadas, promovendo a liberdade do público criar as suas próprias interpretações.

Entre as obras que marcaram o cinema português, destacam-se Noite Escura (2004), Sangue do Meu Sangue (2011), Portugal, Um Dia de Cada Vez (2015), Fátima (2017) e Viver Mal e Mal Viver (2023). Este último valeu-lhe o Urso de Prata no Festival de Berlim, em 2023.

Reação oficial e projetos em curso

A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, descreveu a perda como irreparável para a cultura portuguesa. No momento, Canijo encontrava-se em regime de pós-produção do filme Encenação, com Miguel Guilherme no papel principal.

O cineasta deixa um legado abrangente tanto a nível nacional como internacional, caracterizado pela visão íntima das suas personagens e pela promoção da cultura portuguesa através de múltiplas obras e formatos.

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