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Moçambique tem mais de 600 casos de sarampo e uma morte em surto de seis meses

Surto de sarampo em Moçambique ultrapassa os 600 casos e regista uma morte em seis meses, com maior concentração no centro e norte do país

Moçambique com mais de 600 casos de sarampo e um morto em surto com seis meses
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  • O boletim de sarampo indica mais de 600 casos e um morto no surto em Moçambique, com início em julho de 2025 e registo até 28 de janeiro.
  • Até 16 de janeiro havia 598 casos no país; nos 24 horas anteriores ao fecho, foi confirmado mais um caso.
  • Nampula registou 195 casos e um morto; Sofala contabilizou 178, Niassa 104 e Zambézia 96; Manica tem 37 e Maputo 7.
  • O sarampo é uma infeção viral aguda, geralmente grave em menores de cinco anos, e as autoridades pedem que quem tenha sintomas procure unidades de saúde.
  • O surto ocorre dois anos após a campanha de vacinação de julho a agosto de 2023, que vacinou cerca de cinco milhões de crianças e custou cinco milhões de dólares.

O Resumo Epidemiológico do Sarampo, da DNSP, mostra o início do surto em agosto de 2023 até 28 de janeiro de 2025. O foco de transmissão está no centro e norte do país, com um morto até ao momento. Até 16 de janeiro, o total era de 598 casos.

No último boletim de 28 de janeiro, as autoridades confirmaram mais um caso da doença nas 24 horas anteriores. Ao longo de seis meses, Moçambique registou casos em várias províncias, com a maioria no centro e norte.

Na lista por províncias, Nampula contabiliza 195 casos e uma morte. Sofala tem 178 casos. Niassa regista 104 casos e Zambézia 96. Manica tem 37 e Maputo 7 casos.

Em termos de tendência, a Direção Nacional de Saúde Pública reforça que o sarampo é grave sobretudo em menores de 5 anos. Apela para que quem apresente sintomas procure rapidamente uma unidade de saúde.

Dados por província

A campanha de vacinação de 2023 ocorreu entre 31 de julho e 4 de agosto, visando crianças até aos 59 meses. O objetivo era vacinar 4,8 milhões de crianças, num esforço que alcançou perto de 5 milhões.

A operação, com custo de cerca de 5 milhões de dólares, mobilizou 38 mil técnicos, incluindo vacinadores, registadores e mobilizadores. A iniciativa cobriu Manica, Sofala, Tete, Zambézia e Niassa.

O diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, afirmou que os números foram superados, com a vacinação de cerca de 5 milhões de crianças. O reforço sublinhou a priorização de áreas com maior ausência de vacinação.

As autoridades lembraram os impactos da pandemia de covid-19, que dificultaram a vacinação e a oferta de programas de prevenção. Outras emergências de saúde pública também contribuíram para o atraso.

Antes do surto atual, Moçambique registou entre 2020 e 2023 um total de 2.565 casos, com 80% concentrados em Niassa, Zambézia, Tete, Manica e Sofala. Crianças com menos de 5 anos foram as mais afetadas.

A última grande campanha nacional de sarampo e rubéola ocorreu entre abril e maio de 2018. Na altura vacinou cerca de 13 milhões de crianças, reduzindo substancialmente os casos nas zonas mais atingidas.

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