- Mário Machado foi transferido da prisão de Alcoentre para a cadeia de alta segurança de Paços de Ferreira, ocorrendo na quinta-feira.
- O advogado do alegado líder do grupo 1143 revela que vai recorrer da decisão junto do Tribunal de Execução de Penas; Machado cumpre uma pena de quatro anos por discriminação e incitamento ao ódio e violência.
- O preso está encerrado 22 horas por dia numa cela de oito metros quadrados.
- A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais não divulga motivos ou procedimentos relativos à afetação de reclusos.
- A transferência ocorre após a Polícia Judiciária ter realizado buscas na cela de Alcoentre, no âmbito de uma operação que desmantelou o Grupo 1143 e prendeu 37 suspeitos, com elementos relevantes para a investigação. O Ministério Público sustenta planos de ações para 2026 contra a comunidade muçulmana em Portugal, incluindo divulgação de vídeos e exibição de bandeira com imagem do profeta.
O alegado líder do grupo neonazi 1143, Mário Machado, foi transferido para a prisão de alta segurança de Paços de Ferreira. A mudança ocorreu na quinta-feira, de Alcoentre, que também é instalação de alta segurança, para Paços de Ferreira. Machado sofre uma pena de quatro anos.
O advogado de Mário Machado, José Manuel Castro, afirmou à Lusa que o recluso fica agora fechado 22 horas por dia numa cela de oito metros quadrados. A defesa pretende recorrer da decisão ao Tribunal de Execução de Penas.
A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) informou que não divulga motivos nem procedimentos relativos à afetação de reclusos. Não foram fornecidos esclarecimentos adicionais sobre o caso.
A transferência ocorre após a Polícia Judiciária ter efetuado buscas na cela de Machado, em Alcoentre, no âmbito de uma operação que desmantelou o grupo 1143 e levou à detenção de 37 suspeitos, no dia 20 de janeiro.
Patrícia Silveira, diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ, indicou que foram apreendidos elementos relevantes para a investigação durante as buscas. O despacho de indiciação descreve ações ligadas ao grupo desde fevereiro de 2024.
Segundo o MP, em novembro passado Machado terá elaborado um plano para duas ações em 2026 com o objetivo de provocar reações negativas ou violentas por parte da comunidade muçulmana em Portugal. A primeira ação previa divulgar um vídeo acusatório contra Maomé.
A segunda consistiria na exibição, numa manifestação em Coimbra no Dia de Portugal, de uma bandeira com imagem do profeta com turbante e uma bomba. O despacho lista ainda ações de difusão da ideologia de extrema-direita em redes sociais e na rua.
Entre as atividades do 1143 desde fevereiro de 2024, o MP refere manifestações e episódios de agressões a cidadãos de origem indiana numa área de serviço da Autoestrada A1, em Aveiras, a 5 de outubro de 2025.
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