- A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) prevê investir 15 milhões de euros para alterar o rastreio primário do cancro da mama, passando da mamografia convencional para a tomossíntese mamária.
- A mudança envolve substituição de equipamentos, aquisição de novas unidades móveis de rastreio, compra de máquinas, datacenters e reforço de armazenamento e recursos humanos.
- A atualização acompanha a norma de rastreio de base populacional alargada em 2025, para mulheres entre 45 e 74 anos, em vez das anteriores 50 a 69.
- O presidente da LPCC, Vítor Veloso, estima que o processo decorra ao longo de dois anos, com consultadorias em curso no mercado e implementação da tomossíntese no rastreio em larga escala.
- Segundo Veloso, a tomossíntese aumenta a sensibilidade do rastreio e pode levar a maiores taxas de cura; a LPCC espera apoio governamental, semelhante ao concedido a fundações.
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) prevê investir 15 milhões de euros para renovar o rastreio primário do cancro da mama, passando de mamografia convencional para tomossíntese. A mudança visa detetar cancros em estágio mais precoce.
O presidente da LPCC revelou que o esforço envolve substituição de equipamentos, aquisição de unidades móveis, bem como a implementação de novas máquinas, data centers e reforço de pessoal. O objetivo é melhorar a sensibilidade da leitura.
A atualização decorre no âmbito da norma de rastreio de base populacional, que em 2025 passou a abranger mulheres entre 45 e 74 anos, abrangendo um alargamento do âmbito anterior.
Investimento e impacto
Segundo Vítor Veloso, o projeto deverá consolidar-se ao longo de dois anos, com os núcleos a auscultarem o mercado para avançar com a implementação, com ou sem apoios externos. A LPCC pretende manter o processo sustentável.
O novo método envolve a aquisição de múltiplas projeções de raios-X de baixa dose, que permitem reconstrução 3D com cortes de cerca de 1 milímetro, reduzindo a sobreposição de tecido mamário.
A tomossíntese é já utilizada nalguns núcleos da LPCC em fases de aferição, mas a previsão é realizar o rastreio em larga escala com esta tecnologia, tornando Portugal o primeiro país europeu a usar o exame primário da mama nesta modalidade.
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