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João Canijo, um dos realizadores portugueses mais premiados da sua geração

Morreu aos 68 anos o realizador João Canijo, perto de Vila Viçosa; a causa não foi confirmada, a CNN aponta ataque cardíaco fulminante

João Canijo, um dos realizadores portugueses mais premiados da sua geração
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  • O realizador português João Canijo morreu esta quinta-feira, aos 68 anos, perto de Vila Viçosa, no distrito de Évora; a causa de morte não foi adiantada pela produtora Midas Filmes, mas a CNN referiu ataque cardíaco fulminante.
  • Estava a terminar o filme Encenação e, há cerca de duas semanas, terminara as filmagens de uma peça de teatro relacionada com ele.
  • Ao longo da carreira realizou mais de dez longas-metragens e três documentários, tendo trabalhado como assistente de realização com cineastas como Manoel de Oliveira e Wim Wenders.
  • Entre as obras mais reconhecidas estão Sangue do Meu Sangue (2011), Viver Mal (2023) e Mal Viver (2023), com prémios em festivais internacionais, incluindo o Urso de Prata em Berlim e a seleção para o Óscar de Melhor Filme Internacional.
  • Nascido a 10 de dezembro de 1957, no Porto, Canijo venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme por três vezes (2005, 2012 e 2014) e ficou marcado pelo cinema e pela dramaturgia.

João Canijo, um dos realizadores portugueses mais premiados da sua geração, morreu esta quinta-feira aos 68 anos, confirmou à Lusa uma fonte da produtora Midas Films. O óbito ocorreu perto de Vila Viçosa, no distrito de Évora, onde o cineasta tinha residência alternada com Lisboa. Ainda não foi adiantada a causa da morte. A CNN refere, no entanto, que o realizador terá sofrido um ataque cardíaco fulminante.

Canijo encontrava-se a terminar o seu mais recente projeto, o filme Encenação, e tinha concluído há cerca de duas semanas as filmagens de uma peça de teatro associada ao seu trabalho. O anúncio foi feito pela Midas Films, que acompanha a carreira do autor.

A carreira de Canijo abrangeu mais de dez longas-metragens e três documentários, com uma passagem marcante pelo cinema português. Já trabalhou como assistente de realização de cineastas como Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Alain Tanner e Werner Schroeter.

Influência e reconhecimento internacional

Entre as obras mais reconhecidas destacam-se Sangue do Meu Sangue (2011), Viver Mal (2023) e Mal Viver (2023). Sangue do Meu Sangue foi exibido em mais de 50 festivais e premiado com o Prémio da Crítica Internacional em San Sebastián e com o Grande Prémio do Júri em Miami. O filme participou em mais de 60 festivais em todo o mundo.

Mal Viver garantiu ao cineasta o Urso de Prata no Festival de Berlim em 2023 e foi a escolha de Portugal para a corrida ao Óscar de Melhor Filme Internacional na 96.ª edição. O filme também arrecadou o Prémio de Melhor Realizador em Montevideo e o Grande Prémio em Las Palmas de Gran Canária, Espanha.

Em Portugal, Mal Viver recebeu o Prémio Sophia de Melhor Realização e o filme foi eleito Melhor Filme na 13.ª edição dos prémios nacionais. Canijo venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme por três ocasiões: Noite Escura (2005), Sangue do Meu Sangue (2012) e É o Amor (2014).

Dados biográficos

João Canijo nasceu a 10 de dezembro de 1957, no Porto. Ao longo da carreira, destacou-se pela sua versatilidade como realizador e argumentista, contribuindo para a cinefilia portuguesa com uma filmografia marcada pela exigência estética e pela profundidade temática. Recentemente, dedicou-se a Encenação e às filmagens de uma peça de teatro associada ao seu trabalho.

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