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Estudantes de Medicina alertam para falhas estruturais e vagas no SNS

Estudantes de Medicina alertam para problemas estruturais no SNS, com vagas de internato por preencher e planeamento deficiente que pode afetar a qualidade dos cuidados

Estudantes de Medicina alertam para problemas estruturais e vagas por preencher no SNS
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  • Estudantes de Medicina alertam que políticas de saúde altamente sensíveis às legislaturas dificultam resolver problemas estruturais do SNS, como as vagas por preencher no internato médico.
  • Maria Fontão, nova presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, refere uma inversão no preenchimento de vagas: há mais vagas disponíveis, sobretudo nas especialidades de Medicina Geral e Familiar e Medicina Interna.
  • O problema é multifatorial e exige melhor compreensão; envolve formação, planeamento de recursos humanos e atratividade da carreira, além de haver falta de dados objetivos sobre a prática médica em atividade.
  • A coesão territorial é considerada fator estrutural relevante, afectando escolhas de vagas no interior e em Lisboa e Vale do Tejo, com a sobrecarga a comprometer a formação dos internos.
  • A ANEM defende políticas de recursos humanos sustentáveis, apoia o pacto para a saúde proposto pelo Presidente da República e propõe um estudo semelhante ao AIM Study para compreender as escolhas de especialidade e o planeamento futuro.

Os estudantes de Medicina alertaram hoje para problemas estruturais do SNS e para vagas por preencher nos internatos médicos. A visão é de que políticas de saúde demasiado sensíveis às legislaturas dificultam o planeamento, prejudicando a atratividade da carreira médica.

A nova presidente da ANEM, Maria Fontão, afirmou que o preenchimento das vagas tem piorado nos últimos anos, nomeadamente nas especialidades de Medicina Geral e Familiar e de Medicina Interna. O foco está na necessidade de entender melhor os fatores que influenciam a distribuição de médicos.

Entre os pontos destacados está a falta de dados objetivos sobre como os médicos exercem a profissão, o que impede análises concretas e soluções adequadas. Portugal apresenta, segundo a OCDE, uma média superior de médicos por milhabitantes, mas não indica quantos estão ativos nem onde trabalham.

A dirigente sublinhou que a coesão territorial é um desafio complexo para a escolha de vagas, com impacto no interior e em áreas críticas como Lisboa e Vale do Tejo, por motivos diferentes. Mesmo vagas bem preenchidas podem ter problemas quando a sobrecarga afeta a formação.

Além disso, a ANEM indica que a sobrecarga de serviços, mesmo com preenchimento adequado, reduz o tempo disponível para formação dos internos. O alerta é de que a qualidade dos cuidados pode ficar comprometida se os médicos formados estiverem menos preparados.

Para orientar políticas futuras, a ANEM defende abordagens de recursos humanos sustentáveis e apoia o pacto para a saúde defendido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A ideia é alinhar Governo e partidos com políticas de longo prazo.

A associação está a propor ao Governo um estudo semelhante ao AIM Study, desenvolvido no Reino Unido, para entender as perspetivas dos estudantes sobre especialidades. O estudo serviria para fundamentar o planeamento de recursos humanos e explorar eventuais trajetórias alternativas à prática clínica.

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