- Morreu o realizador João Canijo, aos 68 anos, na quinta-feira, perto de Vila Viçosa, no distrito de Évora.
- A causa de morte não foi confirmada; a imprensa aponta doença súbita.
- Estava a finalizar o filme Encenação e a filmar há cerca de duas semanas a peça As Ucranianas.
- Reações de instituições e personalidades: Academia Portuguesa de Cinema, Cinematecas de Portugal e do Uruguai lamentaram a perda e destacaram a importância da sua obra.
- João Canijo deixa uma filmografia marcante, incluindo Sapatos Pretos, Noite Escura, Mal Viver e o díptico Mal Viver/Viver Mal; venceu o Urso de Prata em Berlim em 2023.
O cineasta português João Canijo faleceu na quinta-feira, aos 68 anos, perto de Vila Viçosa, no distrito de Évora. A causa da morte não foi divulgada oficialmente, segundo a produtora Midas Filmes.
A Academia Portuguesa de Cinema, as Cinematecas de Portugal e do Uruguai, realizadores e encenadores lamentaram a perda. A Academia destacou a obra livre e humana de Canijo e o seu tratamento de temas familiares com rigor ético.
A Cinemateca Portuguesa recordou Canijo como um realizador marcante das últimas décadas, conhecido por retratos cruéis e realistas de personagens diante da adversidade. A instituição digitalizou parte da sua filmografia.
A Cinemateca do Uruguai associou o talento do cineasta a uma obra premiada internacionalmente, nomeadamente com Mal Viver, que lhe valeu o Urso de Prata em Berlim em 2023.
Conforme o último projeto, Encenação, Canijo encontrava-se a finalizar o filme, e há cerca de duas semanas gravava a peça de teatro As Ucranianas, com o mesmo elenco recorrente do seu cinema.
Vários colegas manifestaram tributos nas redes sociais, incluindo o encenador Tiago Rodrigues, que classificou Canijo como uma perda colossal para o país.
A Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas também enviou condolências, destacando que Canijo entregou grande parte da sua vida ao cinema e às obras exibidas em Portugal.
Ao longo da carreira, Canijo passou pela assistência de realização com nomes como Manoel de Oliveira e Wim Wenders, criando títulos como Sapatos Pretos, Noite Escura, Mal Nascida, Sangue do Meu Sangue, Fátima e o díptico Mal Viver/Viver Mal.
O último reconhecimento internacional manteve Canijo em evidência, reforçando a imagem de autor que explorou, com perspetiva crítica, dinâmicas sociais e relações humanas. A comunidade artística continua a prestar homenagens.
Entre as obras de referência, destacam-se as atuações de Rita Blanco, Anabela Moreira, Beatriz Batarda, Cleia Almeida e Miguel Guilherme, que acompanharam o cineasta ao longo de várias produções.
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