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Autoeuropa aprova acordo laboral com aumento mínimo de 100 euros

Pré-acordo laboral na Autoeuropa prevê aumento mínimo de 100 euros, com 2,8% já este mês e 2,5% em outubro, acrescido de um prémio único de 500 euros

Cerca de 5000 pessoas trabalham na Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, distrito de Setúbal, naquela que é a maior montadora de automóveis de Portugal
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  • A Autoeuropa (VW) e a Comissão de Trabalhadores chegaram a um pré-acordo laboral válido até junho de 2027, com votações em referendo marcadas para quinta e sexta-feira da próxima semana, entre cerca de 5 mil trabalhadores.
  • O acordo prevê aumentos salariais de 2,8% já este mês e mais 2,5% em outubro, ambos com um mínimo garantido de 50 euros, além de um prémio único de 500 euros após a assinatura, caso aprovado.
  • Inclui ainda um prémio de assiduidade de 50 euros mensais entre janeiro e junho de 2027, com alargamento de exceções de elegibilidade, e o pagamento integral do salário em caso de layoff.
  • A proposta prevê um novo modelo de turnos a partir de junho de 2026, sujeito à aprovação dos trabalhadores, bem como o aumento do subsídio de refeição para cinco euros.
  • A empresa antecipa semanas longas de paragem em 2026 devido a investimentos na fábrica, com uma eventual quebra de produção anual em cerca de 10%, enquanto a unidade manterá o foco na descarbonização e na mobilidade eléctrica do ID.1.

A Comissão de Trabalhadores (CT) e a administração da Volkswagen Autoeuropa chegaram a um pré-acordo laboral que vigora até junho de 2027. O acordo prevê aumentos salariais, reforço de benefícios e novas regras de turnos, a confirmar em referendo entre cerca de 5000 trabalhadores do quadro.

O texto do pré-acordo estabelece aumentos de 2,8% já este mês, seguidos de 2,5% em outubro, com um mínimo garantido de 50 euros em cada tranche. Além disso, um prémio único de 500 euros será pago após a assinatura, como complemento do aumento salarial de 50 euros em janeiro e outubro.

Há ainda um prémio de assiduidade de 50 euros mensais entre janeiro e junho de 2027, com alargamento de situações elegíveis. A proposta prevê um aumento do prémio de objetivos até 150% em 2026 e 2027 e a implementação de um novo modelo de turnos a partir de junho de 2026, dependente da aprovação no referendo.

A empresa também prevê o reforço de benefícios sociais, como o aumento do subsídio de refeição para cinco euros e o pagamento integral do salário em caso de layoff. A administração indica que os investimentos na fábrica implicarão paragens forçadas programadas.

Condições salariais e benefícios

As paragens, necessárias por obras de descarbonização e pela transição para a mobilidade eléctrica, poderão reduzir a produção anual em cerca de 10%. O ID.1, o novo veículo elétrico da VW para o mercado de entrada, está entre os projetos-chave na fábrica de Palmela, Setúbal.

A CT realça ainda que a Autoeuropa recebe apoio público de 30 milhões de euros do Estado, contribuindo para a competitividade na busca por uma nova liderança e negócios. A fábrica enfrenta uma fase de grande transformação, com forte investimento e transformação de áreas de produção.

Impacto na produção e próximos passos

A produção deve manter-se estável durante a vigência do acordo, mas está prevista uma redução anual por força das obras. As audiências e plenários da CT continuam, com quatro reuniões marcadas, três já realizadas e a última agendada para sexta-feira.

O referendo servirá para confirmar ou rejeitar o acordo, que pode incluir ainda mudanças nos turnos a partir de junho de 2026, sujeitas a aprovação dos trabalhadores. Em caso de aprovação, o conjunto de medidas entrará em vigor conforme definido no texto acordado.

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