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Tempestade Kristin afeta sementeiras de Outono e Inverno

Tempestade Kristin condena sementeiras de Outono/Inverno e agrava alagamentos, atrasando culturas e a alimentação de animais

O excesso de chuva e vento está a deixar os campos impraticáveis para a agricultura e a pecuária
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  • A depressão Kristin continua a provocar chuva intensa em todo o território, encharcando campos de Norte a Sul de Portugal e prejudicando aves e gado.
  • No Campo Branco, Alentejo, as sementeiras de cereais, ervilha e grão não puderam avançar, colocando em risco a campanha de Outono/Inverno e o cumprimento do Plano Zonal de Castro Verde.
  • Os campos alagados impedem o pastoreio de bovinos, ovelhas e cabras, levando à alimentação com ração e forragem e dificultando o acesso a comedouros.
  • No olival, parte dos olivais tradicionais sofreu danos, sobretudo na região Centro; porém, o regadio em alguns olivais de Alqueva mantém-se estável, com esperanças de que a drenagem evite prejuízos graves.
  • A CNA reports redução de estufas e danos a culturas hortícolas, com interrupções na produção e risco de perdas adicionais conforme as chuvas persistem.

O temporal Kristin continua a deixar impactos ao nível agrícola em Portugal, com inundações a sobrecarregar campos desde o Norte até ao Sul. A água impede o pastoreio de aves e gado, e atrasa sementeiras previstas para a campanha de Outono/Inverno.

No Alentejo, a vegetação verde dos pastos cede lugar a manchas de água, tornando difícil o acesso a ração para os animais. Agricultores do Campo Branco relatam solos encharcados e dificuldades acrescidas na execução de compromissos do Plano Zonal de Castro Verde.

Campo Branco: atraso nas sementeiras e risco na avicultura

Em média, não foram concluídas as sementeiras de cereais, ervilha e grão previstas para cinco anos, com prazo até 15 de Fevereiro. A chuva deixa o ciclo de Outono/Inverno em risco de falhar, segundo o presidente da AACB.

Ganadaria e pastagens sob pressão

Os bovinos enfrentam lama e solo mole, o que reduz a pastagem disponível e dificulta o acesso a comedouros. A ração torna-se necessária, elevando custos e exigindo adaptação rápida dos produtores. O Campo Branco mantém-se dependente da precipitação para equilibrar alimentação.

Olival e horticultura sob condições desiguais

Apesar de alguns olivais de regadio se manterem estáveis, a generalidade da região Centro enfrenta cortes na colheita de azeitona. Em zonas alagadas, a recuperação da produção de azeite depende de condições de secagem e de poda futura.

Nos olivais de Alqueva, a situação é menos crítica, com a colheita concluída no final de Dezembro. A próxima fase, poda, pode sofrer com as condições climáticas, mas o sistema de rega em camalhões ajuda a mitigar danos.

Estufas e hortícolas: estragos significativos

A CNA aponta danos em estufas e estufins, com várias estruturas destruídas ou inutilizáveis. A perda de infraestruturas agrava dificuldades de produção em áreas protegidas, afetando culturas de estufa e em campo aberto.

Perspectiva geral e futuro próximo

Portugueses na região Centro também relatam danos a culturas hortícolas, com quedas de muros de vinhedos e mortes de animais associadas a derrocadas de árvores. Agricultores esperam uma melhoria climática para retomar atividades.

Pelas informações disponíveis, continua a faltar clareza sobre o alcance total dos estragos e de quando as condições permitirão retomar a normalidade agrícola nas várias regiões afetadas.

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