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Sindicato denuncia falta de médicos na ULS do Nordeste

Sindicato alerta para falta de médicos na ULS do Nordeste, com dezenas por preencher e sem progressão de carreira, agravando dependência de prestadores de serviço

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  • O Sindicato dos Médicos do Norte alertou para a falta de contratação de médicos na Unidade Local de Saúde do Nordeste, com dezenas de profissionais em falta.
  • Em Bragança, médicos dizem que a carência afeta consultas, internamento e serviços como ginecologia/obstetrícia e ortopedia, dependentes de prestadores de serviço.
  • O SMN afirma que a progressão na carreira dos médicos da região não ocorre, com muitos no primeiro patamar sem evolução vertical ou horizontal.
  • O sindicato critica o investimento do Governo de Luís Montenegro e pede equidade na distribuição de vagas entre litoral e interior.
  • Dados de formação indicam que, em 2024, entraram 38 internos (de 46 vagas); em 2025 entraram 26 e, em 2026, apenas 11, deixando 35 lugares por preencher; a situação também está relacionada com a urgência de Mirandela.

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) alertou hoje para a falta de contratação de médicos na Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste. A denúncia chega após uma visita ao hospital de Bragança, onde os profissionais manifestaram preocupações sobre a colocação de médicos nos quadros, com dezenas de vagas por preencher e progressão na carreira pouco efetiva. A situação coloca em risco serviços como consulta e internamento em algumas áreas.

Segundo o sindicato, existem serviços com quadros incompletos, em que os médicos que prestam serviço em regime contratado são quem garante o funcionamento. A ginecologia/obstetrícia e a ortopedia aparecem como exemplos da dependência de prestadores de serviço, não de médicos do quadro. O SMN afirma que não se trata de urgência, mas de funcionamento diário.

A progressão na carreira é outra preocupação apontada. De acordo com Joana Bordalo e Sá, presidente do SMN, quase todos os médicos da ULS do Nordeste permanecem no primeiro patamar da categoria, sem evolução vertical ou horizontal. O sindicato promete questionar o conselho de administração para que o processo de progressão seja efetivado.

Formação e financiamento

O SMN acusa o Governo de Luís Montenegro de não investir na contratação e formação de médicos, defendendo maior equidade na distribuição de vagas entre litoral e interior. Dados apresentados pelo hospital indicam quedas na formação de médicos internos: de 46 vagas em 2024, entraram 38 médicos internos, em 2025 entraram 26 e em 2026 prevê-se a entrada de apenas 11, com 35 lugares por preencher.

Impacto no serviço e resposta institucional

A falta de médicos tem repercussões no funcionamento da ULS do Nordeste, que depende de pessoal que possa confirmar quadros e contratos. O encerramento da urgência cirúrgica do hospital de Mirandela, tema recurrente há mais de dois anos, também contextualiza o debate sobre abertura de serviços e recursos humanos. A direção da ULS Nordeste, contactada pela Lusa, informou não ter informações adicionais para prestar sobre o assunto.

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