- Em 2025, 758 imigrantes em situação irregular regressaram voluntariamente ao país de origem, um aumento de 283% face a 2024 (198 retornos voluntários).
- A PSP afirma que, desde que passou a responsabilidade pela área de retorno, prioriza a saída voluntária, que é assistida e humanitária.
- No ano passado, foram realizados 276 processos de afastamento de imigrantes, com 161 expulsões judiciais, 69 afastamentos coercivos, 21 conduções à fronteira e 21 casos inadmissíveis.
- Mais de metade dos processos de expulsão em 2024 e 2025 envolveram cidadãos brasileiros.
- Com a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a PSP passou a ter competências de fronteira e criou a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), que desde 21 de agosto do ano passado coordena operações de afastamento, readmissão e retorno.
A PSP informou que 758 imigrantes em situação irregular regressaram voluntariamente aos seus países de origem em 2025, um crescimento de 283% face a 2024, quando foram registados 198 retornos voluntários. O relatório foi enviado à comunicação social pela instituição.
O processo de retorno voluntário é promovido pela PSP, que privilegia a saída assistida e humanitária em vez de medidas de afastamento forçado. O objetivo é facilitar o regresso seguro de quem não dispõe de meios para retornar por meios próprios.
Segundo a PSP, o reforço de especialistas de retorno, apoiados pelo acordo com a Frontex, permitiu prestar apoio a mais de 750 pessoas, com colaboração das autoridades portuguesas e europeias. A norma tem como foco quem reside em Portugal e quer regressar sem dificuldade.
No conjunto de ações de 2025, a PSP realizou 276 processos de afastamento de imigrantes, mais 101 que em 2024 (aumento de 58%). Entre estes, 161 foram expulsões judiciais, 69 afastamentos coercivos, 21 conduções à fronteira e 21 casos considerados inadmissíveis.
A polícia destaca que o retorno voluntário continua aberto a todos os cidadãos e famílias que, vivendo em Portugal, desejem regressar aos seus países de origem fora da União Europeia e não dispõem de meios para fazê-lo condignamente.
Além do papel da PSP na fiscalização, a UNEF passou a tratar de operações de afastamento, readmissão e retorno de pessoas em situação irregular, seguidas das alterações de competências após a extinção do SEF.
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