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Guterres apela ao diálogo com o Irão para evitar consequências devastadoras

ONU apela ao diálogo com o Irão sobre nuclear para evitar crise regional com consequências devastadoras

Guterres pede diálogo com o Irão para evitar "consequências devastadoras"
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  • António Guterres pediu diálogo com o Irão, sobretudo sobre o programa nuclear, para evitar uma crise com consequências devastadoras para a região.
  • O secretário-geral da ONU condenou a repressão no Irão e afirmou acompanhar as discussões com preocupação.
  • O primeiro vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, disse que o Irão deve preparar‑se para a guerra e defender‑se-á se a guerra for imposta.
  • Os Estados Unidos, sob Donald Trump, ameaçam usar a força e exigem negociações sobre o programa nuclear; a força naval norte‑americana intensifica a presença na região, com o porta‑aviões Abraham Lincoln a caminho.
  • As autoridades iranianas indicaram pelo menos 3.117 mortos nos protestos, numbers que ONG contestam, alegando dimensões maiores; os protestos começaram a 28 de dezembro e levam a detenções e confissões televisadas.

O secretário-geral da ONU pediu hoje um diálogo com o Irão, com foco na questão nuclear, para impedir uma crise que possa ter consequências devastadoras para a região. Guterres afirmou, numa conferência de imprensa em Nova Iorque, que a repressão no Irão é extremamente alarmante e que é crucial chegar a um acordo por meio de negociações, especialmente sobre o programa nuclear.

Foi destacado que a comunidade internacional acompanha as negociações com preocupação e que o diálogo é visto como caminho para evitar escaladas. A abordagem, segundo o secretário-geral, busca evitar consequências graves para a estabilidade regional.

Neste contexto, o Irão enfrenta pressões de Washington, que tem falado em possível uso da força. O primeiro vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, afirmou que o Irão deve estar preparado para a guerra se for imposta, assegurando que o país se defenderá com força. As declarações surgem após intervenções públicas do Presidente dos EUA sobre o tema nuclear iraniano.

Reações e posições

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, disse estar disponível para o diálogo desde que não haja coerção nem ameaças, acrescentando que as Forças Armadas estão em alerta em resposta a potenciais ataques. Ao mesmo tempo, a presença de uma força naval norte-americana na região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln, intensifica as tensões.

Na semana anterior, autoridades iranianas indicaram que o saldo de mortos entre os protestos no país ultrapassou os 3 mil, segundo números oficiais, enquanto organizações de direitos humanos apontam para estimativas muito superiores e dezenas de milhares de detenções. Os protestos, iniciados por razões económicas, também envolveram interrupções generalizadas de comunicações ordenadas pelo governo.

O governo dos EUA vem mantendo o tom de pressão, com declarações de que o Irão enfrenta dificuldades econômicas profundas. Entre autoridades americanas, o discurso público indica uma percepção de enfraquecimento do regime e de falhas para responder às exigências de protestos internos, sem, no entanto, influenciar diretamente o curso das negociações sobre o programa nuclear.

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