- Dez estações meteorológicas em Portugal continental registaram rajadas superiores a 120 km/h, sendo a mais intensa de 208,8 km/h em Degracias, Soure.
- A rajada associada à depressão Kristin ocorreu às 05:40 na Estação da Comunidade Intermunicipal da região de Coimbra, situada no Parque Eólico de Degracas; o IPMA ainda precisa de validação oficial dos dados.
- O IPMA destaca que a rajada de Soure poderá ter sido a mais forte até ao momento, mas devem existir outros registos potencialmente mais intensos; a estação está a 524 metros de altitude, o que pode influenciar os valores.
- A rajada mais forte validada pelo IPMA foi de 149 km/h no Cabo Carvoeiro, Peniche; Monte Real registou 176 km/h às 05:00 e 178 km/h pouco depois.
- Entre os registos no IPMA aparecem Ansião (146 km/h), Leiria/aeroporto (142 km/h), Castelo Branco (137 km/h), Fóia (135 km/h), Vale Donas (133 km/h), Cabo da Roca (131 km/h), Santa Cruz (128,9 km/h) e Cavalos de Caldeirão (120,2 km/h); Kristin deixou ao menos seis mortos e vários feridos.
Dez estações meteorológicas em Portugal continental registaram rajadas de vento superiores a 120 km/h na quarta-feira, associadas à depressão Kristin. A intensidade mais alta foi de 208,8 km/h em Degracias, no concelho de Soure, segundo dados divulgados pela CIM à Lusa.
A estimativa de vento máximo ainda depende de validação oficial pelo IPMA, que sublinhou que dados de algumas estações podem variar conforme os parâmetros operados. A estação da CIM, situada no Parque Eólico das Degracias, encontra-se a 524 metros de altitude, o que influencia os valores registados.
Segundo o IPMA, a rajada mais forte já validada no conjunto nacional foi de 149 km/h no Cabo Carvoeiro, em Peniche. Em Monte Real foram registadas rajadas de 176 km/h e 178 km/h pouco depois, antes de se consolidar o registo de Degracias.
Analisando o conjunto de medições, destacam-se ainda rajadas em Ansião (146 km/h), Leiria/aeródromo (142 km/h), Castelo Branco (137 km/h), Fóia (135 km/h) e Vale Donas (133 km/h). No Cabo da Roca verificou-se 131 km/h, com outros valores significativos em Torres Vedras e Loulé.
O IPMA explicou a génese da tempestade Kristin como resultado de uma depressão que se formou no bordo sul da tempestade Joseph e sofreu ciclogénese explosiva a oeste da costa portuguesa. O fenómeno envolveu ar estratosférico seco que intensificou o vento, com correntes de jato do tipo Sting identificadas por satélite e radar.
O instituto detalhou que a área de vento mais forte tende a ser um corredor estreito na superfície, de dezenas de quilómetros, e que episódios de vento muito forte costumam durar apenas dezenas de minutos, mas com potencial destrutivo. Crucialmente, a passagem de Kristin deixou um rasto de danos e várias vítimas.
Até ao momento, o balanço divulgado aponta para pelo menos seis mortos, além de feridos e desalojados. As autoridades mantêm o acompanhamento meteorológico e as avaliações de impacto nas regiões afetadas.
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