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Corredor do Rio Leça: projeto maduro com futuro promissor

Ao fim de quatro anos, o Corredor do Rio Leça consolida-se como projeto maduro e reconhecido, com intervenções em 71 quilómetros, reflorestação e monitorização integral

Corredor do Rio Leça é “projeto maduro, respeitado e com futuro”
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  • O Corredor do Rio Leça é apresentado como um projeto maduro, respeitado e com futuro, resultado de quatro anos de governação partilhada entre Santo Tirso, Valongo, Maia e Matosinhos.
  • Ao longo de 71 quilómetros de margens, foram implementadas intervenções, incluindo cerca de dez quilómetros com soluções de engenharia natural; plantadas mais de 51 mil árvores e removidas cerca de 250 toneladas de resíduos.
  • Reforçou-se a monitorização do curso de água com sensorização integral, acompanhando da nascente à foz.
  • Criou-se uma equipa de quatro guarda-rios para melhorar deteção, reporte e resposta a ocorrências, aumentando a articulação entre os municípios.
  • A presidência passou de Santo Tirso para Matosinhos, numa fase em que o projeto recebeu financiamento de programas como REACT-EU, Norte 2030 e LIFE, com reconhecimento nacional e internacional.

O Corredor do Rio Leça encerrou o primeiro ciclo quadrienal com a passagem da presidência da Associação de Municípios de Santo Tirso para Matosinhos. O modelo de governação partilhada, envolvendo Santo Tirso, Valongo, Maia e Matosinhos, procurou afirmar o corredor como projeto de referência na reabilitação de ecossistemas fluviais, com reconhecimento nacional e internacional.

Ao longo dos 71 quilómetros de margens, foram realizadas intervenções que integraram soluções de engenharia natural em cerca de 10 quilómetros. Foram também plantadas mais de 51 mil árvores, removidas aproximadamente 250 toneladas de resíduos do leito e margens, e reforçada a monitorização do curso de água, desde a nascente até à foz, com sensorização integral.

Consolidação e Futuro

Paralelamente, a associação reforçou a estrutura interna, criando uma equipa de quatro guarda-rios com formação e equipamentos. Este reforço permitiu uma atuação mais célere na deteção, reporte e resposta a ocorrências, fortalecendo a cooperação entre os quatro municípios.

O atual balanço do mandato inclui reconhecimento institucional a nível nacional e internacional, com a inclusão de fontes como a Comissão Europeia. O Corredor mantém financiamentos através de programas como REACT-EU e Norte 2030, e está aberto o LIFE – Assistência Técnica, abrindo perspetivas de investimento para a década.

A iniciativa inclui também o primeiro Plano Específico de Gestão da Água do país, com sessões participativas da população. A sensibilização comunitária incluiu a exposição itinerante Rio Leça – O rio que nos une, apresentada nos quatro municípios e em escolas da rede educativa do corredor.

O reconhecimento já chegou a prémios e referências nacionais de boas práticas na gestão de recursos hídricos, incluídos na estratégia ProRios 2030. Com a conclusão do mandato, a presidência retorna a Matosinhos, assegurando a continuidade da cooperação intermunicipal.

A sessão de encerramento realizou-se a 23 de janeiro, na sede da Associação, com a presença dos presidentes municipais, vereadores do Ambiente, representantes da Agência Portuguesa do Ambiente e parceiros institucionais e científicos. O corredor estende-se por 48 quilómetros e envolve cerca de meio milhão de pessoas.

A Associação de Municípios do Corredor do Rio Leça foi constituída em 2021, pelas autarquias de Santo Tirso, Valongo, Maia e Matosinhos, com o objetivo de promover a despoluição, a reabilitação ecológica e a valorização do território envolvente ao rio.

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