- A avaliação do Hospital Great Ormond Street (GOSH), em Londres, concluiu que um cirurgião ortopédico lesou 94 crianças entre 2017 e 2022, sendo 91 operadas pelo próprio profissional.
- Ao todo, foram analisados 789 menores sob os cuidados de Yaser Jabbar, especialista em alongamento e reconstrução de membros.
- Dos 94 casos, 36 tiveram danos severos, 39 moderados e 19 leves, com falhas que incluem planeamento inadequado, procedimentos semJustificações claras e implantes colocados no local errado.
- Exemplos citados incluem Bunty, que acabou com a perna amputada; Tate, com dor constante e necessidade de novas cirurgias; e James Wood, que sofreu danos graves na coxa e complicações durante o alongamento.
- O hospital pediu desculpas, afirmou ter implementado alterações no serviço ortopédico e na unidade, e Jabbar entregou a licença médica em janeiro de 2024, com indícios de ter mudado de país.
O Hospital Great Ormond Street (GOSH), em Londres, revelou que um cirurgião ortopédico lesou quase 100 crianças entre 2017 e 2022. O médico, Yaser Jabbar, especializou-se em alongamento e reconstrução de membros e operou 91 das vítimas.
A revisão abrangeu 789 menores sob os cuidados de Jabbar. No total, 94 pacientes sofreram danos resultantes das ações do cirurgião, com 36 casos graves, 39 moderados e 19 leves. A investigação aponta falhas graves no planeamento e na execução.
Entre os casos citados, Bunty nasceu com doença óssea rara — a perna fica curta e curvada — e precisou de várias operações, que terminaram com a amputação do membro. O pai afirmou que as descobertas chegaram tarde.
Outro caso envolve Tate, operado aos 16 anos para tratar complicações de um acidente ocorrido quando tinha 6 anos. A família relata dor constante após a intervenção, que deveria ter sido apenas ao joelho. Tate terá de enfrentar novas cirurgias.
James Wood, aos 12 anos, sofreu dor intensa e inchaço após um alongamento do tecido do joelho. Pinos usados pelo cirurgião perfuraram a coxa, provocando hemorragias e danos na artéria femoral durante a remoção.
Medidas e declarações oficiais
O executivo-chefe do GOSH, Matthew Shaw, pediu profundas desculpas a todas as famílias afetadas e assegurou que o hospital está a tornar o serviço mais seguro para pacientes atuais e futuros. Foram implementadas alterações no serviço ortopédico e na unidade de saúde para reduzir riscos.
Yaser Jabbar entregou a licença médica em janeiro de 2024 e, acredita-se, mudou de país. O caso desencadeou chamadas para maior supervisão e para uma avaliação externa contínua dos procedimentos ortopédicos realizados no hospital.
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