- A China executou 11 elementos de um grupo criminoso de Myanmar, acusado de matar 14 cidadãos chineses, fraudes por telecomunicações e internet, exploração de casinos, tráfico de droga e redes de prostituição.
- O grupo teria movimentado mais de mil milhões de dólares (cerca de 835 milhões de euros).
- As execuções foram anunciadas pelo Tribunal Popular da cidade de Wenzhou, na manhã de quinta-feira.
- Os dezanove condenados à morte tinham sido detidos em novembro de 2023; entre eles estavam Ming Guoping, Ming Zhenzhen e Zhou Weichang, considerados líderes e componentes-chave das operações.
- O caso ocorre num contexto de expansão de centros de crime fraudulento em Myanmar, especialmente junto à fronteira com a China, com dados da ONU a apontar centenas de milhares de pessoas envolvidas em atividades fraudulentas na região.
O Tribunal Popular da cidade de Wenzhou anunciou na manhã de ontem a execução de 11 membros de um grupo criminoso de Myanmar. O grupo era acusado de assassinato de 14 cidadãos chineses, fraudes por telecomunicações e internet, exploração de casinos, tráfico de droga e organização de redes de prostituição. As execuções ocorreram na China, após o veredito de pena de morte em setembro passado.
Entre os condenados, estavam Ming Guoping e Ming Zhenzhen, apontados como líderes das operações de fraude e jogo ilegal, bem como Zhou Weichang, Wu Hongming e Luao Jianzhang, descritos pelo tribunal como membros-chave. Os detidos do grupo tinham sido capturados em novembro de 2023, segundo as informações divulgadas.
Os centros de crime fraudulento proliferaram em Myanmar, especialmente em zonas fronteiriças com a China, desde o golpe de Estado de fevereiro de 2021 que mergulhou o país numa crise. Segundo um relatório das Nações Unidas, pelo menos 120 mil pessoas estão retidas em centros em Myanmar para realizar burlas online, número que, no Camboja, pode chegar a 100 mil.
Contexto regional
A operação de hoje ocorre num contexto de heightened atuação de redes criminosas transnacionais na região, com foco em fraudes digitais, exploração de jogos de azar e tráfico. Fontes oficiais mencionam volumes que superaram o billhão de dólares em movimentações associadas ao grupo morador na fronteira sino-myanmar.
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