- A Câmara do Porto disponibilizou todos os meios necessários para cortes de via e apoio à população da zona ribeirinha em caso de cheias, segundo a Proteção Civil Municipal.
- Moradores de Miragaia foram convidados a estacionar as viaturas no parque da Alfândega do Porto, com equipas municipais em prevenção e a Polícia Municipal com reboques de prevenção.
- Pela manhã, foram posicionados todos os meios para eventuais cortes de via, após a preia-mar.
- Entre as 11h e as 12h, a água atingiu caves do Postigo do Carvão e zonas baixas junto ao Hotel Pestana, na Ribeira, devido ao caudal superior a 4.500 metros cúbicos por segundo na Barragem de Crestuma-Lever.
- A bacia do Douro está em situação de risco de cheias, com alerta amarelo para as albufeiras e possibilidade de alagamentos no estuário, incluindo locais como Postigo do Carvão, Ribeira e Miragaia.
A Câmara do Porto reuniu os meios necessários para enfrentar eventuais cheias na zona ribeirinha. A garantia foi dada pela Proteção Civil Municipal à Lusa, que confirmou ações de apoio à população e cortes de via caso seja preciso.
O comandante Ricardo Pereira, coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e dos Sapadores Bombeiros, informou que as equipas têm estado na Ribeira e Miragaia durante as preia-mar. Houve diligências preventivas para salvaguardar bens comerciais.
Durante a noite de quarta-feira, moradores de Miragaia foram convidados a estacionar gratuitamente as viaturas no parque da Alfândega do Porto. As equipas municipais previam deslocar e acomodar bens, se necessário, e a Polícia Municipal acompanhou com reboques de prevenção.
Na manhã de hoje, foram posicionados todos os meios para eventuais cortes de via, conforme balanço às 12h15, depois da preia-mar. A água entrou em caves do Postigo do Carvão e em zonas baixas junto ao Hotel Pestana, na Ribeira.
A situação deve-se ao elevado caudal libertado pela Barragem de Crestuma-Lever, acima de 4500 m³/s. Espera-se que, com o início da vazante, as cotas se mantenham estáveis ou desçam nos próximos períodos.
A bacia do Douro permanece sob monitorização rigorosa, com solos saturados e contribuições de água de Espanha e de afluentes. Na Régua, a albufeira atingiu 7,2 metros na quarta-feira, aumentando o risco de cheias.
Segundo a APA, a bacia encontra-se em situação de risco. A Proteção Civil Municipal distribuiu, na segunda-feira, avisos impressos com medidas preventivas e contactos de emergência aos comerciantes e moradores da zona ribeirinha.
A aviso amarelo para as albufeiras do Douro foi emitido na quarta-feira, prevendo precipitação intensa e possíveis alagares no estuário, incluindo locais como Postigo do Carvão, Ribeira e Miragaia.
Na sequência de depressões pós-temporais, distritos como Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa registaram impactos. Quedas de árvores, cortes de estradas, encerramento de escolas e falhas de energia foram registados.
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