- O primeiro internato de Medicina de Urgência em Portugal arrancou nesta quinta-feira, em Torres Novas, no distrito de Santarém, marcando um passo histórico para o SNS.
- O programa forma os primeiros 29 especialistas nesta nova área clínica, numa iniciativa com 29 médicos selecionados entre 32 vagas.
- O internato tem a duração de cinco anos e inclui estágios hospitalares e pré-hospitalares, com treino em VMER, CODU e transporte aéreo.
- O bastonário Carlos Cortes afirmou que a especialidade não substitui Medicina Interna, Cirurgia Geral ou Ortopedia, mas complementa-as e pode reduzir reinternamentos e melhorar a qualidade do atendimento.
- A governante Ana Paula Martins destacou o arranque como marco histórico para a medicina portuguesa, sublinhando a relevância da formação estruturada, da evidência e da redução da variabilidade clínica.
O primeiro internato de Medicina de Urgência em Portugal arrancou esta quinta-feira, num marco para o SNS. O evento decorreu no Hospital de Torres Novas, com a participação de várias entidades da saúde pública. A cerimónia marca o início de uma formação que visa responder às urgências com profissionais especializados.
Este ano, 29 médicos foram selecionados para um total de 32 vagas. O programa tem a duração de cinco anos e inclui estágios hospitalares e pré-hospitalares, com treino em VMER, CODU e transporte aéreo. O objetivo é reforçar a qualidade da resposta urgentística sem substituir outras especialidades.
Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos, afirmou que a especialidade oferece uma resposta qualificada às situações urgentes, complementando áreas como Medicina Interna e Cirurgia. O profissional reiterou ainda a necessidade de uma reforma que fortaleça os cuidados primários e a literacia para encaminhamento adequado dos doentes.
Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, destacou a importância de iniciar o internato em Torres Novas, considerando o serviço de urgência central para os cidadãos. Ramos afirmou que os especialistas complementam o trabalho dos generalistas, elevando a qualidade do atendimento.
Ana Paula Martins, ministra da Saúde, participou por vídeo e descreveu o arranque como histórico para a medicina portuguesa. Enfatizou que a formação estruturada reduz a variabilidade clínica e aumenta a segurança, destacando também o papel da especialidade na retenção de profissionais.
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