- Alexandra Lencastre está de regresso aos palcos, interpretando Irina Arkadina na peça A Gaivota, de Anton Tchékhov, no Teatro da Trindade, em Lisboa.
- A encenação é do colega Diogo Infante, com quem contracena na TVI na novela Amor à Prova.
- A atriz já tinha feito este papel em 1992, com o grupo Teatro Hoje, na fase inicial da carreira.
- Lencastre admite que a personagem é oposta à sua personalidade, sendo maternal e afectuosa na vida real, o que tornou a preparação mais exigente.
- O ator Diogo Infante teve de impor uma leitura mais contundente para a artista chegar ao retrato da vilã, que pode ganhar ternura ao longo da encenação.
A atriz Alexandra Lencastre regressa aos palcos portugueses com a peça A Gaivota, de Anton Tchékhov, encenada por Diogo Infante no Teatro da Trindade, em Lisboa. Lencastre assume o papel de Irina Arkadina, numa produção que já tinha sido interpretada pela mesma artista em 1992, com o grupo Teatro Hoje. A encenação atual coloca-a frente a uma figura vaidosa e irresoluta, distinguindo-a de papéis anteriores.
A produção mantém a ligação entre cinema, televisão e teatro, com Lencastre a atuar atualmente na novela Amor à Prova, da TVI, ao lado de Infante, que dirige a peça. O elenco e a equipa criativa exploram, noutra leitura, a relação entre Arkadina e o seu ambiente, mantendo o foco no conflito entre ambição artística e relações familiares.
Desafios da personagem e abordagem do diretor
A atriz relembra o desafio de interpretar Arkadina, uma vilã complexa que, segundo a própria, diverge bastante do seu padrão de atuação. Diogo Infante, que também é coestrelado na televisão, exigiu uma leitura mais contida para orientar a intérprete até à expressão pretendida. A intérprete antecipa, ainda, que poderá revelar nuances de ternura ao longo da encenação, como sucede com vilãs de outros trabalhos.
A montagem estreia no Teatro da Trindade, em Lisboa, com temporada a afirmar-se nos próximos meses. A reentrada de Lencastre nos palcos reforça a presença de veteranos da arte performativa nacional em produções que cruzam o teatro clássico com a atualidade televisiva, sem alterar o seu compromisso com a precisão narrativa.
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