- A Câmara de Valongo aprovou o orçamento para 2026 no valor de 119.950 milhões de euros, com a abstenção dos vereadores do PSD/CDS-PP e do Chega.
- O documento prevê cerca de 45 milhões de euros em investimento e um aumento de cerca de 20% nas transferências para as juntas de freguesia, para cerca de 2,6 milhões de euros.
- Na Educação, estão previstas intervenções em várias escolas do concelho, incluindo requalificações de estabelecimentos em Bela, Carvalhal, Gandra, Mirante de Sonhos, Ermesinde, Valongo e Alfena, bem como a segunda fase de obras em escolas de Campo e Ermesinde.
- Na Saúde, contempla-se a construção do novo Centro de Saúde de Ermesinde, a requalificação de centros em Valongo, Sobrado e Bela, além de aumentar vagas em creches e criar soluções de arrendamento acessível ou venda a custos controlados.
- Os vereadores do PSD/CDS-PP e do Chega justificaram a abstenção com críticas ao foco em grandes obras e à falta de participação da oposição, enquanto o Chega viu abertura a determinados projetos.
A Câmara de Valongo aprovou, esta quinta-feira, o orçamento para 2026 no valor de 119,95 milhões de euros, com a abstenção dos vereadores do PSD/CDS-PP e do Chega. A decisão confirmou uma redução de cerca de 530 mil euros face ao exercício anterior. O executivo municipal é composto por quatro vereadores do PS, quatro do PSD/CDS-PP e um do Chega, o que obrigou o presidente Paulo Esteves Ferreira a negociar para viabilizar o documento.
No comunicado sobre o Orçamento Municipal e as Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, o município do distrito do Porto detalha investimentos de 45 milhões de euros. Entre os focos, prevê um aumento de cerca de 2,6 milhões de euros na transferência de verbas para as juntas de freguesia, de forma a reforçar a intervenção local delegada.
Entre os projectos destacados estão obras de requalificação de escolas e infraestruturas de educação, como intervenções em diversas escolas do 1.º ciclo, EB 2,3 de Alfena e escolas em Ermesinde, Valongo e Alfena. Na área da saúde, o orçamento prevê a construção do novo Centro de Saúde de Ermesinde e a requalificação de centros de Valongo, Sobrado e Bela.
Despesas e prioridades
O documento também indica a conclusão da segunda fase da requalificação da Escola Secundária de Valongo, bem como ações para aumentar o número de vagas em creches. O executivo municipal aponta ainda para soluções de arrendamento acessível ou venda a custos controlados, com o objetivo de apoiar a classe média e as famílias locais.
À Lusa, o vereador da coligação PSD/CDS-PP, Hélio Rebelo, afirmou que a abstenção não deve ser interpretada como apoio ao orçamento, criticando o foco em grandes obras e a falta de envolvimento da coligação nas soluções apresentadas. Segundo Rebelo, pretendia-se que o documento contemplasse mais contributos para o quotidiano das pessoas.
Já o vereador do Chega, Rui Silva, justificou a abstenção pela abertura de diálogo anterior com o presidente para acolher projetos como o Parque de Campismo e Caravanismo e o Lar Residencial Sénior, manifestando a ideia de que o orçamento, ainda que o primeiro do mandato, se beneficiaria com esse envolvimento.
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