- Vento forte destruiu cinco estufas da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) na Quinta da Conraria, causando cerca de 40 mil euros de prejuízo.
- As estruturas ficaram completamente no chão e os ferros estão torcidos, tornando-as irrecuperáveis, segundo o presidente Carlos Condesso.
- Os hortícolas para consumo na APCC vêm destas estufas; a produção também sustenta atividades de formação de utentes e trabalhos remunerados.
- As estufas complementam a Quinta Pedagógica, que recebe visitas de escolas e creches, com atividades como fabrico de pão e colheita de hortícolas.
- A depressão Kristin provocou pelo menos três mortos e várias ocorrências; a Proteção Civil mantém alerta máximo na faixa costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, com avisos vermelhos.
Cinco estufas da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), na Quinta da Conraria, ficaram destruídas na madrugada de quarta-feira devido à força do vento, gerando cerca de 40 mil euros em prejuízos, revelou o presidente da instituição. As estruturas ficaram coladas ao chão e os sistemas de rega ficaram danificados.
Segundo Carlos Condesso, os ferros da estrutura estão torcidos e não é provável que seja possível recuperar as estufas. Os danos, diz, são significativos e afetam várias respostas sociais da IPSS, incluindo consumo de hortícolas e rendimento.
As estufas fornecem produtos para consumo na APCC, servem para excedentes de venda e permitem formação de utentes na atividade agrícola. Também funcionam como complemento da Quinta Pedagógica, com visitas de escolas e atividades para crianças, como cozinhar pão.
As estufas agregam ainda atividades de team buildings para empresas, com plantações e colheitas conforme a sazonalidade. A destruição deixa a instituição sem este equipamento, que era investimento importante para diversas atividades de sustentabilidade.
Contexto meteorológico e impacto nacional
A depressão Kristin provocou pelo menos três mortos e cerca de 3300 ocorrências até meio-dia. Quedas de árvores e estruturas afetaram Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa, com cortes de estradas, transportes, energia e comunicações.
A Proteção Civil mantém-se em estado de prontidão especial (nível 4) na orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, com avisos vermelhos na costa continental. Vento, chuva, neve e agitação marítima condicionam serviços de transporte e ensino.
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