- Em 2 de outubro de 2024, Fernando Silva matou três pessoas numa barbearia da Penha de França, em Lisboa.
- Os crimes ocorreram na barbearia Granda Pente; o barbeiro, o casal Fernanda Júlia da Silva e Bruno Neto, foram as vítimas.
- O arguido disparou ainda contra um empregado, sem o atingir, e fugiu do local, sendo detido uma semana depois na zona de Setúbal com a ajuda de familiares.
- A sentença consolidou 25 anos de prisão, aplicando-se a pena máxima em cúmulo jurídico, após 19 anos por cada homicídio, mais nove pela tentativa de homicídio e mais dois anos e seis meses pela posse de arma proibida.
- Fernando Silva terá de indemnizar os três filhos do casal e o empregado da barbearia que testemunhou o crime.
O homem que matou três pessoas numa barbearia da Penha de França, em Lisboa, em outubro de 2024, foi condenado a 25 anos de prisão. A sentença foi conhecida esta quarta-feira pelos juízes.
A pena base soma 19 anos por cada homicídio, mais nove por homicídio tentado e dois anos e seis meses pela posse de arma proibida. Em cúmulo jurídico, aplicou-se a pena máxima de 25 anos.
Fernando Silva terá ainda de pagar indemnização aos três filhos do casal morto e ao empregado da barbearia que testemunhou o crime. O Ministério Público pediu uma pena próxima da máxima.
O tiroteio ocorreu a 2 de outubro de 2024, na barbearia Granda Pente, no bairro da Penha de França, em Lisboa. O arguido chegou para cortar o cabelo e disparou sem ser atendido de imediato.
Segundo a acusação, o homem alvejou o barbeiro Carlos Pina, o casal Fernanda Júlia da Silva e Bruno Neto à entrada, e atingiu um empregado que não foi ferido. Todas as vítimas morreram no local.
Após o crime, Fernando Silva fugiu. Foi detido na zona de Setúbal, cerca de uma semana depois, com auxílio de familiares.
Detalhes do caso
O Ministério Público sustentou que ficaram provados três homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio por motivo fútil. O arguido alegou legítima defesa, mas o tribunal rejeitou a versão.
Processo e próximos passos
A decisão ficou a cargo do tribunal colectivo, que considerou as provas apresentadas ao longo do julgamento. Não são previsíveis recursos com efeito suspensivo para já.
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