- O presidente executivo da Ryanair acusa o Governo de impedir o crescimento do aeroporto da Portela para proteger a TAP, dizendo que Lisboa podia crescer para 35 milhões de passageiros sem novas infraestruturas.
- Afirma que o problema é político, não técnico: o Terminal 2 podia ser ampliado e o Montijo poderia abrir, classificando o atual bloqueio como prolongado.
- O’Leary sustenta que apenas após a privatização da TAP é que a capacidade de Lisboa poderia aumentar.
- Alega que a fiscalidade ambiental europeia tornou as rotas para os Açores economicamente inviáveis, citando 96 euros de ETS para uma família de quatro pessoas.
- Critica a União Europeia e o ETS, dizendo que a taxação incentiva voos para fora da UE e defende a abolição do imposto para regiões periféricas como Açores e Madeira.
O presidente executivo da Ryanair acusou o Governo português de limitar o crescimento do aeroporto da Portela para proteger a TAP. A crítica foi feita numa conferência de imprensa em Lisboa nesta quarta-feira.
Segundo o CEO, o técnico não está na infraestrutura física, mas em decisões políticas. Alega que a capacidade poderia ser ampliada hoje, sem obras, para permitir mais tráfego de passageiros.
A Ryanair defende a expansão do Terminal 2 e a abertura do Montijo, classificando o atual atraso como um bloqueio prolongado. Diz que a solução seria simples e barata, com impacto direto na conectividade da cidade.
Montijo e Terminal 2
O diretor-geral afirmou que o Montijo é subaproveitado e deveria funcionar como segundo aeroporto central, reforçando a ligação com o centro de Lisboa através da ponte Vasco da Gama.
A empresa sustenta que a capacidade adicional no Montijo poderia ser obtida com simples medidas de gestão, sem necessidade de grandes investimentos.
Fiscalidade ambiental e Açores
Na conferência, o executivo criticou a fiscalidade ambiental europeia, dizendo que penaliza ligações para os Açores e torna cursos entre Lisboa e arquipélagos economicamente inviáveis.
Garantiu que voos a destinos fora da União Europeia, como Marrocos, beneficiam de isenções. Alega que a política atual reduz o interesse de viajantes para as ilhas.
Contexto europeu e impactos
O CEO reforçou que a atual estrutura de ETS cria distorções de mercado e estimula voos para fora da UE, prejudicando passageiros europeus e regiões periféricas.
Concluiu que a abordagem atual não favorece a conectividade regional e pediu revisão das regras de tributação ambiental para ilhas como os Açores e Madeira. Fonte: Jornal de Notícias.
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