- O Tribunal de Barcelos condenou uma mulher de cinquenta e uma anos a uma multa de 720 euros por maus-tratos a animal de companhia e crime de morte, agravado por crueldade.
- A gata Ariel, adotada em setembro de 2022, foi colocada pela filha de três anos num forno ligado, causando queimaduras de segundo e terceiro graus no rosto, orelhas, dorso, patas e cauda.
- A mãe manteve a gata na garagem cerca de uma semana, sem lhe prestar os cuidados necessários, após o episódio.
- A SOS Bigodes interveio e, apesar de a arguida ter contactado um centro veterinário, a gata recebeu tratamento apenas após a intervenção da associação; Ariel permaneceu internada dois meses e foi entregue a uma família de acolhimento.
- O tribunal não apurou exatamente as circunstâncias de colocação no forno, mas considerou que a mãe, como adotante, falhou no dever de garantir a saúde da animais, decretando também uma pena acessória de dois anos e meio de proibição de detenção de animais.
O Tribunal de Barcelos condenou hoje uma mulher de 51 anos, operária têxtil, a uma multa de 720 euros por maus-tratos a animais de companhia. A decisão envolve a gata Ariel, que a filha da arguida, então com 3 anos, colocou num forno ligado, provocando queimaduras graves.
A sentença considera o crime de morte e maus-tratos a animais agravado por ter sido um ato especialmente cruel. A arguida foi ainda condenada a uma pena acessória de privação do direito de detenção de animais por 2,5 anos.
Contexto do caso
A gata Ariel tinha sido adotada em setembro de 2022, com dois meses de idade, por uma família de Barcelos. Em novembro seguinte, a filha da arguida colocou-a no forno, causando queimaduras de segundo e terceiro grau.
Apesar do ocorrido, Ariel ficou na garagem durante cerca de uma semana, sem os cuidados adequados. A SOS Bigodes informou a situação e a arguida foi‑se mobilizando para obter atendimento veterinário.
O animal só recebeu tratamento após intervenção da SOS Bigodes, que financiou o atendimento. Ariel foi sedada, submetida a cirurgia e permaneceu dois meses no hospital veterinário, antes de ser entregue a uma família de acolhimento.
Segundo a associação, a gata ainda apresenta marcas na pele, resistência ao toque e viveu com traumas. A leitura da sentença aponta que a mãe tinha o dever de garantir cuidados médicos à animal para evitar agravamentos.
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