- António Chainho morreu esta segunda-feira, em casa, em Alfragide, no dia em que completava 88 anos.
- A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, destacou na X a dimensão artística do guitarrista, dizendo que a Cultura portuguesa despede-se do mestre da guitarra portuguesa e da nossa música, com o legado a permanecer vivo.
- Considerado o mestre da guitarra portuguesa, Chainho teve uma carreira de mais de seis décadas e lançou sete álbuns em nome próprio, além de um DVD; o seu último trabalho foi O Abraço da Guitarra.
- Nasceu a 27 de janeiro de 1938, em São Francisco da Serra, Santiago do Cacém, e ajudou a projetar internacionalmente a guitarra portuguesa ao longo da carreira.
- Deixou contributos para a formação de novos instrumentistas, com o Museu do Fado e a Escola António Chainho (2005); foi condecorado em 2022 como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, reagiu ao falecimento de António Chainho, destacando a dimensão artística do guitarrista e o impacto da sua obra que atravessa gerações. A Cultura portuguesa perde um ícone da guitarra portuguesa.
Chainho morreu esta segunda-feira, em casa, em Alfragide, no dia em que completava 88 anos, conforme confirmou o seu representante. A coincidência da data é interpretada como simbólica para a cultura nacional.
Considerado pela crítica internacional como o mestre da guitarra portuguesa, Chainho encerrou a carreira em setembro de 2024, após mais de seis décadas de atuação. O seu último álbum, O Abraço da Guitarra, foi apresentado como uma homenagem aos músicos que o acompanharam.
Nascido a 27 de janeiro de 1938, em São Francisco da Serra, iniciou-se no fado na década de 1960 e impulsionou a projeção internacional da guitarra portuguesa ao longo da carreira. Editou sete álbuns e um DVD, além de colaborar com artistas nacionais e internacionais.
Para além da prática musical, Chainho deixou um legado pedagógico, defendendo um ensino formal da guitarra portuguesa desde os anos 70. O projeto ganhou expressão no Museu do Fado e na Escola António Chainho, fundada em 2005 em Santiago do Cacém.
O Estado reconheceu a carreira em 2022, quando foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fortalecendo a imagem de impacto cultural duradouro.
As palavras da ministra reforçam o consenso em torno do legado de Chainho: a sua morte encerra uma vida, mas a herança artística continuará a moldar a música portuguesa.
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