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Mau tempo: associações pedem soluções baseadas na natureza

Associações defendem soluções baseadas na natureza para reduzir cheias; impermeabilização urbana e destruição de zonas húmidas aumentam riscos

As depressões como a Kristin "evidenciam um aumento de fenómenos meteorológicos extremos associados às alterações climáticas e amplificados por práticas humanas que degradam os sistemas naturais"
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  • SPEA e BirdLife defendem soluções baseadas na natureza para mitigar impactos de fenómenos extremos, associados às alterações climáticas.
  • Assinalam que a impermeabilização urbana e a destruição de zonas húmidas agravam o efeito das tempestades e o risco de cheias.
  • Propõem valorização de espaços verdes, restauro ecológico de ribeiras e gestão qualificada da arborização como abordagens mais eficazes do que intervenções artificiais.
  • Pedro Neto, da SPEA, afirma que a transformação do território diminui a resiliência dos ecossistemas e das comunidades; as tempestades podem ter efeitos atenuados por soluções que trabalham com a natureza.
  • A passagem da depressão Kristin pelo país provocou pelo menos cinco mortos e vários desalojados, com os distritos mais afetados a serem Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa; registaram‑se quedas de árvores, interrupções em estradas e linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

Duas organizações ambientais apelaram a soluções baseadas na natureza como resposta aos fenómenos meteorológicos extremos que têm afetado Portugal. SPEA e BirdLife mencionaram especificamente a depressão Kristin e associaram o aumento de tempestades a alterações climáticas e a práticas humanas.

Em comunicado conjunto, as entidades sustentam que a impermeabilização urbana e a destruição de zonas húmidas amplificam os efeitos das tempestades, reduzindo a capacidade de absorção de água e elevando o risco de inundações.

Segundo a SPEA, a valorização de espaços verdes, o restauro de ribeiras e uma gestão cuidadosa da arborização são opções mais eficazes do que intervenções artificiais. A organização destaca projetos de conservação em curso.

Pedro Neto, diretor-executivo da SPEA, afirmou que a transformação do território, especialmente nas cidades, reduz a resiliência dos ecossistemas e das comunidades. As tempestades podem, contudo, ter os seus impactos atenuados com soluções que trabalham com a natureza.

A SPEA e a BirdLife indicam que a intervenção humana tem aumentado a vulnerabilidade, com impermeabilização generalizada, destruição de zonas húmidas e canalizações de água que reduzem a absorção da água. Esses fatores elevam cheias e inundações.

A depressão Kristin já causou pelo menos cinco mortos e vários desalojados. Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa foram os distritos mais afetados, com quedas de árvores, cortes de estradas e interrupções de serviços.

Entre os impactos materiais, destacam-se danos em estruturas, interrupção de transportes, encerramento de escolas e cortes de energia, água e comunicações. Também houve estragos em linhas ferroviárias.

A iniciativa conjunta visa promover estratégias de restauro ecológico e gestão de espaços verdes como forma de reforçar a resiliência de comunidades frente a eventos extremos, sem recorrer a soluções puramente artificiais.

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