- Um ex-inspetor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que hoje trabalha na Polícia Judiciária de Vila Real, depõe no Tribunal de Matosinhos.
- No depoimento, afirmou que o Club 80, em Rio Mau, Vila do Conde, funcionava como uma “casa de prostituição pura”, com estrutura organizada e orientada para o lucro.
- Sete arguidos estão a ser julgados pelo alegado recrutamento de mulheres estrangeiras para a prostituição naquele estabelecimento.
- O inspetor relatou que a investigação nasceu de ações de fiscalização, com indícios de lenocínio e auxílio à imigração ilegal.
- Segundo a testemunha, desde 2017 existiam adaptações no espaço e vários espaços privados, tornando clara a finalidade de prostituição.
O Club 80, em Rio Mau, Vila do Conde, é acusado de funcionar como uma casa de prostituição organizada. Esta quarta-feira, no Tribunal de Matosinhos, um ex-inspetor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) afirmou que o espaço operava com estrutura hierarquizada e foco no lucro. Sete arguidos estão a ser julgados pelo alegado recrutamento de mulheres estrangeiras para a proscrição.
O inspetor atuou como testemunha de acusação, tendo estado envolvido no inquérito entre 2018 e 2022 e acompanhado a maior parte das diligências. A investigação começou no âmbito de ações de fiscalização, com indícios de lenocínio e de auxílio à imigração ilegal.
Segundo o depoimento, o local apresentava grande afluxo de mulheres e várias zonas privadas, com adaptações estruturais que facilitavam a atividade. A partir de 2017, o espaço já era considerado utilizado para prostituição, sem dúvidas quanto à finalidade.
Testemunho do inspector
O ex-funcionário descreveu que havia uma organização interna, com divisão de funções entre quem recrutava, quem geria clientes e quem zelava pela segurança. As acusações envolvem recrutamento de mulheres estrangeiras para exploração.
Os advogados de defesa contestam parte das informações, argumentando que ainda não foi provada a extensão da organização ou a participação direta de todos os arguidos. O julgamento continuará com mais linhas de investigação.
A fiscalização do SEF, na altura, terá reunido elementos sobre fluxo de pessoas, pagamentos e condições de trabalho no estabelecimento. As autoridades pretendem apurar responsabilidades individuais no conjunto de crimes alegados.
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