- O INEM vai reforçar a equipa com 24 enfermeiros em formação para atuar nas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV).
- Em 2025, o quadro de enfermagem do INEM é de 296 profissionais, com 220 em funções. Em 2024 eram 248 enfermeiros, com 201 postos ocupados.
- O aumento entre 2024 e 2025 deve-se a um concurso que permitiu a admissão do remanescente de enfermeiros.
- O trabalho extraordinário dos enfermeiros ocorre apenas em meio operacional, por falta de dotação suficiente para cobrir SIV, SHEM e CODU, aumentando com a abertura de novos postos.
- Durante a greve de finais de outubro a início de novembro de 2024, registaram-se 12 mortes, três associadas a atrasos no socorro, segundo a IGAS; a CPI do INEM já ouviu o diretor-geral nesta quinta-feira.
O enfermeiro diretor do INEM, Rui Campos, anunciou esta quarta-feira o reforço de 24 enfermeiros, ainda em formação para atuar nas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV). O anúncio ocorreu na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM, que investiga responsabilidades políticas e técnicas desde 2019, incluindo a greve de outubro/novebro de 2024.
No total do instituto, o mapa de pessoal de enfermagem ascende a 296 profissionais, com 220 a exercer funções. Os 24 enfermeiros em formação irão integrar equipas de SIV, mantendo-se o processo de formação em curso para desenvolver as competências necessárias. Os números referem ao mapa de 2025, conforme explicou o responsável.
Em 2024, o INEM tinha 248 enfermeiros, com 201 postos ocupados. O aumento entre 2024 e 2025 resulta de um concurso que permitiu a admissão do restante contingente. O diretor sublinhou ainda que o trabalho extraordinário está ligado a necessidades operacionais, não a voluntariado.
Reforço de quadro e horas extraordinárias
O responsável indicou que o horário extraordinário dos enfermeiros decorre apenas em meio operacional, devido à insuficiência de dotação para garantir ambulâncias SIV, o SHEM e o CODU. O aumento de horas está associado ao crescimento dos postos de trabalho necessários para manter a operação.
Campos explicou ainda que o incremento não foi causado pela greve de 2024 aos técnicos de emergência pré-hospitalar, mas pela maior exigência colocada sobre profissionais, sobretudo no CODU. A greve, afirmou, não influenciou a atividade de enfermagem do INEM.
Durante a greve entre 31 de outubro e 4 de novembro de 2024, registaram-se 12 mortes, com três associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS). A CPI continua a ouvir depoimentos para apurar responsabilidades políticas, técnicas e financeiras ligadas ao INEM desde 2019.
Perspectiva de próximos depoimentos
Nesta sessão, estava prevista a audição do presidente da Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários (APBV), João Jordão Marques, que se encontra de serviço devido aos impactos da depressão Kristin. A data da oitiva ficou por marcar pela CPI, que é composta por 24 deputados e tem 90 dias para a investigação.
Entre na conversa da comunidade