- Dois militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Tavira estão em prisão domiciliária e são acusados de 27 crimes.
- A acusação envolve extorsão a imigrantes, muitos do Bangladesh, Nepal e Paquistão, que não falavam português.
- O esquema consistia em abordá-los numa fiscalização rodoviária, identificar ou inventar infrações e obrigá-los a pagar multas no local, em dinheiro.
- Quando as infrações eram reais, os montantes exigidos eram superiores aos previstos na lei e muitas vezes nem havia auto levantado.
- Para forçar o pagamento imediato, teriam usado várias diligências e ameaças, incluindo aumento da multa, detenção, apreensão de viaturas ou documentos, e expulsão de Portugal.
Dois militares da GNR de Tavira, que estão em prisão domiciliária, são acusados de 27 crimes. A acusação sustenta que teriam usado a função para extorquir imigrantes com ameaças de expulsão para cobrar multas falsas.
As vítimas são, sobretudo, trabalhadores imigrantes sem domínio do português, principalmente do Bangladesh, e também do Nepal e do Paquistão. Abordados numa operação de fiscalização, teriam detetado infracções ou mesmo inventado-as e cobrado as supostas multas no local.
Quando as infrações eram reais, os montantes exigidos eram superiores aos previstos na lei. Em muitos casos, os autos não eram levantados e a cobrança era efetuada em dinheiro vivo.
Para coagular as vítimas, teriam utilizado várias ameaças, incluindo o aumento substancial da multa, a detenção, a apreensão de viaturas ou de documentos de identificação e até a expulsão de Portugal.
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