- O Relógio do Apocalipse ficou a 85 segundos da meia-noite, o ponto mais próximo já registado em 79 anos de história.
- O ajuste desta terça-feira reduziu quatro segundos em relação a 2024, quando ficou a 89 segundos da meia-noite.
- A meia-noite representa a destruição total do mundo tal como o conhecemos; o relógio funciona como aviso científico para a humanidade.
- Entre 2020 e 2022 esteve a 100 segundos da meia-noite, e em 2023 e 2024 ficou a 90 segundos.
- O relógio é definido por especialistas em energia nuclear, alterações climáticas, tecnologias disruptivas e biossegurança, que também aconselham governos e organizações internacionais.
O Relógio do Apocalipse, publicado pela Bulletin of the Atomic Scientists, marcou 85 segundos antes da meia-noite nesta terça-feira. O indicador é uma metáfora para a proximidade da humanidade do fim do mundo.
Segundo os especialistas, o agravamento de várias ameaças levou a este registo. Guerras, modernização de arsenais nucleares, alterações climáticas, IA, doenças infecciosas e conflitos regionais pesam no ajuste.
Este é o 79º acerto do relógio desde a sua criação, em 1947. Em 1991, durante o fim da Guerra Fria, esteve mais longe, a 17 minutos da meia-noite. Entre 2020 e 2022 manteve-se em 100 segundos.
O relógio é definido por peritos de energia nuclear, clima, tecnologias disruptivas e biossegurança, que também aconselham governos e organizações internacionais. O objetivo é alertar a humanidade para riscos globais.
Contexto histórico
O registo de 85 segundos confirma a tendência de maior vulnerabilidade face a armamentos modernos, fenómenos climáticos extremos e novas danças geopolíticas. A contagem é revista anualmente, com base em avaliações técnicas.
Funcionamento do relógio
Os ponteiros são ajustados por uma comité internacional, que analisa eventos geopolíticos, avanços tecnológicos e epidemias. A posição reflete a perceção de risco global, não uma previsão.
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