- O julgamento de um maestro e antigo professor de música, de 35 anos, começou esta terça-feira no Tribunal de Loures, à porta fechada, por abuso sexual e prostituição de menores, entre outros crimes, incluindo aliciamento para fins sexuais.
- Exerceu funções num coro da Escola Básica João das Regras, na Academia de Música de Óbidos e no Conservatório de Música da Física de Torres Vedras; criou e dirigiu o grupo Vetera Vox, com jovens entre 14 e 30 anos.
- O arguido permanece em prisão preventiva desde fevereiro de 2025, no Estabelecimento Prisional de Lisboa; o Ministério Público acusa-o de aliciamento de menor para fins sexuais, pornografia de menores agravada, importunação sexual agravada, recurso à prostituição de menores agravados, abuso de crianças e atos sexuais com adolescente.
- Testemunhas ouvidas pelo MP relataram que o coro era usado para assediar menores, com mensagens desconfortáveis e convites para passar a noite.
- Os abusos, segundo a acusação, ocorreram dentro do automóvel do arguido e numa casa; o caso foi investigado desde 2024, com despacho de acusação em junho de 2025 e pronúncia em outubro de 2025; o julgamento prossegue em 3 de fevereiro no Tribunal de Loures.
O julgamento de um maestro e ex-professor de música iniciou-se esta terça-feira, no Tribunal de Loures, à porta fechada. O homem, de 35 anos, está em prisão preventiva desde fevereiro de 2025, acusado de múltiplos crimes contra menores.
O arguido lecionava num coro, no colégio E.B. 2,3 João das Regras, e surge ainda associado à Academia de Música de Óbidos e ao Conservatório de Música da Física de Torres Vedras. O processo envolve 14 crimes de importunação sexual agravada, 6 de pornografia de menores, 3 de abuso de crianças, 3 de aliciamento para fins sexuais, 3 de prostituição de menores agravada e 1 de atos sexuais com adolescente.
Contexto
O caso veio a público pela primeira vez em maio do ano passado através do Observador, que descreveu o uso do coro Vetera Vox para assediar jovens entre 14 e 30 anos. Testemunhas indicaram que, com o tempo, as formalidades cederam lugar a mensagens e convites para passar a noite.
A acusação detalha que o professor incentivava os alunos a partilhar experiências via redes sociais, com pedidos de vídeos e fotografias de conteúdo sexual aceitadas pela vítima. Os abusos teriam ocorrido dentro do automóvel do arguido e numa residência.
Desenvolvimento do processo
A investigação arrancou em 2024, com o despacho de acusação emitido em junho de 2025 e a pronúncia em outubro do mesmo ano. O julgamento prossegue no dia 3 de fevereiro no Tribunal de Loures, com audiência prevista para ouvir testemunhas das partes.
Entre na conversa da comunidade